terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Dedicação e excelência que curam e salvam vidas

Hospital público em São Gonçalo se torna referência no tratamento de queimados com chegada de equipe especializada, integrada por cirurgião da Clínica Ivo Pitangu!!

  Jonathan Pinto, 7 anos, é um exemplo de que a saúde pública pode dar certo. Internado há cinco meses no CTI pediátrico do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo, ele está quase totalmente recuperado das queimaduras de segundo e terceiro graus que tomaram 70% de seu corpo quando um incêndio atingiu sua casa, em São João de Meriti, em maio.

O menino chegou ao hospital muito debilitado. De lá para cá, passou por dois enxertos, curativos cirúrgicos e, hoje, quem vê seus olhos atentos não imagina tudo o que ele superou graças à dedicação da equipe de especialistas em queimados que atua na unidade. Esse ano, dez crianças foram atendidas no setor.

 Até cerca de um ano e meio atrás, o atendimento na unidade se limitava à retirada de pele morta dos queimados. Desde a chegada do cirurgião plástico especializado em queimados Bruno Costa, passou a fazer o tratamento de sequelas e realização de enxertos. O médico, da Clínica Ivo Pitanguy, se ofereceu para trabalhar no hospital após uma visita, e foi contratado pelo estado.

“O grande queimado é sempre um paciente muito grave e complicado de tratar, por conta das alterações metabólicas, problemas circulatórios, renais e riscos de infecção associada à queimadura”, diz o cirurgião plástico.

Além do atendimento no CTI, a equipe de cirurgiões que cuida dos queimados também dá suporte aos setores de emergência e urgência do hospital. “Tratamos vítimas de acidentes que ficam com deformidades graves em membros inferiores, em quedas de moto, por exemplo. Fazemos reconstrução de face em fraturas graves no rosto e diversos outros procedimentos”, explica Costa.

Jonathan se tornou o xodó da unidade. No Natal, ganhou uma bicicleta dos funcionários, da qual não desgruda, mesmo ainda tendo comprometimento nas articulações. “Ele ainda vai ficar alguns meses internado, mas vai conseguir levar uma vida normal, na medida em que os outros procedimentos cirúrgicos forem sendo realizados para facilitar sua movimentação”, garante o médico.

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