quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Um drama longe de terminar

Hospital que faria transplante de Bruna sequer foi contatado pelo Ministério da Saúde.

Mãe de Bruna, 2 anos, que espera desde janeiro por um transplante de fígado, Talita Brandão já não tem a quem recorrer para salvar a vida da menina. Ontem, o hospital particular Quinta D’Or informou que não há qualquer cirurgia marcada. Sexta-feira, através de sua assessoria, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, prometeu a O DIA que a criança seria transplantada até o próximo dia 14 na unidade particular, já que não há anestesista no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), que pertence ao ministério e onde a garota faz tratamento.

“A direção do hospital informa que o Ministério da Saúde não fez qualquer contato. Não há qualquer operação prevista”, informou em nota o Hospital Quinta D’Or. Assim como não fez contato com a unidade particular, o Ministério da Saúde também não deu qualquer satisfação à mãe de Bruna. “Segunda-feira (7), levei minha filha a consulta em Bonsucesso e os médicos disseram que não têm nenhuma determinação oficial do ministério para que a cirurgia seja feita no Quinta D’Or. E que o ministro não está preocupado em salvar minha filha ou já teria colocado um anestesista pra ela fazer o transplante no próprio Bonsucesso. Estou sem saber o que fazer”, disse Talita. Ela só soube através do jornal da promessa do ministro, que no domingo publicou em sua página pessoal do Twitter a notícia de que a garota seria operada no Quinta D’Or após sua ordem.

Menina já tem até doadora

Como O DIA começou a denunciar dia 3, Bruna sofre de atresia de vias biliares — a única cura é o transplante de fígado. Por causa do problema, ela também sofre de deficiência de cálcio e tem imunidade baixa: quebrou o braço quatro vezes e teve bronquite e pneumonia três vezes.

Até mesmo algo considerado difícil — encontrar um doador — já estava resolvido. Mayara Karla Freitas, 20, amiga da família, é compatível. Seria feito transplante intervivos: é retirada parte do fígado do doador e colocada no receptor. Em ambos, o órgão se regenera e fica de tamanho normal. Mas a cirurgia não pode ser feita por falta de anestesista no HFB.

O hospital paralisou estas cirurgias desde janeiro, quando o último anestesista da equipe pediu demissão, por problemas de pagamento. O DIA já havia denunciado, em março de 2010, a falta de pagamento do ‘adicional por plantão hospitalar’ (APH) à equipe de transplantes da unidade, o que fez com que o serviço fosse paralisado por dois meses. Apesar de o ministério ter começado a pagar o APH para a equipe, quem não era servidor — caso dos anestesistas — não recebia o adicional.

Um comentário:

Ministério disse...

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Ministério da Saúde
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