quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Pequena Bruna já tem novo fígado e passa bem


O transplante, realizado ontem no Hospital Federal de Bonsucesso, acabou seis horas antes do previsto. Criança já respira sem a ajuda de aparelhos.


O dia mais esperado da vida da pequena Bruna, 2 anos, chegou: a criança, que sofre desde que nasceu com uma doença do fígado, foi transplantada ontem no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB). A cirurgia começou às 8h30 com a retirada de parte do órgão da doadora, e estava prevista para terminar às 23h. Mas cinco horas antes, Talita Brandão, 21, mãe da menina, recebeu a notícia que tanto queria: o transplante havia terminado e Bruninha estava bem, respirando sem o auxílio de aparelhos.


“Acabou o nosso pesadelo. Já chorei muito, só que agora estou chorando de felicidade. Ela vai se recuperar e poder brincar como outra criança qualquer. Vai deixar de ser olhada na rua como uma criança diferente por causa da cor amarelada e da barriguinha inchada. E o mais importante é que minha filha vai ter saúde e vou poder dormir tranquila sabendo que ela esta bem”, disse Talita.

Corajoso ato de amor da doadora

“Ela agora é mais do que uma amiga. Virou uma irmã”. É assim que Talita, a mãe da criança, define a gratidão que sente por Mayara, que doou parte do fígado para Bruninha.

A jovem se ofereceu para ser doadora depois que a avó da menina, Marli Pereira, contou na igreja sobre a necessidade da neta. “Quando soube que eu era compatível, não pensei duas vezes. Tenho um filho de 3 anos e imagino a dor da Talita. Terei muito orgulho de dizer que ajudei a Bruna”, contou Mayara.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Um drama longe de terminar

Hospital que faria transplante de Bruna sequer foi contatado pelo Ministério da Saúde.

Mãe de Bruna, 2 anos, que espera desde janeiro por um transplante de fígado, Talita Brandão já não tem a quem recorrer para salvar a vida da menina. Ontem, o hospital particular Quinta D’Or informou que não há qualquer cirurgia marcada. Sexta-feira, através de sua assessoria, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, prometeu a O DIA que a criança seria transplantada até o próximo dia 14 na unidade particular, já que não há anestesista no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), que pertence ao ministério e onde a garota faz tratamento.

“A direção do hospital informa que o Ministério da Saúde não fez qualquer contato. Não há qualquer operação prevista”, informou em nota o Hospital Quinta D’Or. Assim como não fez contato com a unidade particular, o Ministério da Saúde também não deu qualquer satisfação à mãe de Bruna. “Segunda-feira (7), levei minha filha a consulta em Bonsucesso e os médicos disseram que não têm nenhuma determinação oficial do ministério para que a cirurgia seja feita no Quinta D’Or. E que o ministro não está preocupado em salvar minha filha ou já teria colocado um anestesista pra ela fazer o transplante no próprio Bonsucesso. Estou sem saber o que fazer”, disse Talita. Ela só soube através do jornal da promessa do ministro, que no domingo publicou em sua página pessoal do Twitter a notícia de que a garota seria operada no Quinta D’Or após sua ordem.

Menina já tem até doadora

Como O DIA começou a denunciar dia 3, Bruna sofre de atresia de vias biliares — a única cura é o transplante de fígado. Por causa do problema, ela também sofre de deficiência de cálcio e tem imunidade baixa: quebrou o braço quatro vezes e teve bronquite e pneumonia três vezes.

Até mesmo algo considerado difícil — encontrar um doador — já estava resolvido. Mayara Karla Freitas, 20, amiga da família, é compatível. Seria feito transplante intervivos: é retirada parte do fígado do doador e colocada no receptor. Em ambos, o órgão se regenera e fica de tamanho normal. Mas a cirurgia não pode ser feita por falta de anestesista no HFB.

O hospital paralisou estas cirurgias desde janeiro, quando o último anestesista da equipe pediu demissão, por problemas de pagamento. O DIA já havia denunciado, em março de 2010, a falta de pagamento do ‘adicional por plantão hospitalar’ (APH) à equipe de transplantes da unidade, o que fez com que o serviço fosse paralisado por dois meses. Apesar de o ministério ter começado a pagar o APH para a equipe, quem não era servidor — caso dos anestesistas — não recebia o adicional.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Menina aprende a andar depois de ter metade do cérebro removido


Uma menina de dois anos que teve metade do cérebro removido está encantando seus pais aprendendo a andar. Katie Verdecchia, que mora em Oregon, nos Estados Unidos, sofre da síndrome de Aicardi - uma doença hereditária neurológica que provoca má formação do cérebro.

Seus pais Maryalicia e Brian permitiram que os cirurgiões executassem uma operação radical para remover o lado mal formado, depois de terem sido informados de que isto daria para a garotinha uma chance maior de ter uma vida normal.
"Foi difícil tomar essa decisão, mas para nós realmente não havia outra escolha", disse Maryalicia ao Daily Mail.

Com uma recuperação surpreendente, apenas duas semanas e meia após a cirurgia, Katie tem encantado a todos de sua família ao dar seus primeiros passos. Após este êxito, existe ainda a possibilidade de que ela aprenda a falar.
Os pais de Katie repararam que havia algo errado quando sua filha teve espasmos logo após chegar do hospital, em abril de 2008.
O médico tranquilizou o casal, dizendo que não tinham nada com que se preocupar. No entanto, eles decidiram levá-la novamente ao hospital depois que os espasmos se tornaram mais fortes e mais frequentes.

Exames detalhados culminaram na devastadora notícia de que Katie tinha a incrivelmente rara síndrome de Aicardi, que afeta apenas 500 pessoas em todo o mundo. A condição provoca crises de espasmos diários e impede o desenvolvimento saudável.

Maryalicia contou ao diário britânico que está feliz com a evolução da filha após a cirurgia e afirmou que a família busca não exagerar nas expectativas. "Tentamos apenas apreciar as boas notícias", disse.