terça-feira, 11 de outubro de 2011

Fabricante de Toddynho é multada em R$ 175 mil



Achocolatado causou queimaduras na boca de 32 pessoas !!!

Transportar e colocar àvenda produtos sem qualidade e segurança, expondo a risco a saúde dos consumidores". A Pepsico ainda pode recorrer da sentença.

Na última sexta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia solicitado que a Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo realizasse inspeção imediata na fábrica do achocolatado. O pedido da Anvisa foi resultado da ocorrência dos 32 casos de queimaduras na boca consumidores que ingeriram o produto em três municípios do Rio Grande do Sul (Porto Alegre, Canoas e São Leopoldo).

De acordo com a Vigilância Sanitária de São Paulo, embora a Pepsico cumpra todas as normas de fabricação do produto, um dos equipamentos de esterilização do produto apresentava falhas. Em nota, a Pepsico reconheceu ter embalado unidades do produto junto com água e detergente, devido a uma falha no processo de higienização das máquinas.

A Vigilância Sanitária também mantém a interdição ao lote de 80 unidades do produto que apresentou o pH alterado em todo o estado de São Paulo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Exames cardíacos grátis para carioca

Consultório ambulante percorrerá a cidade para mapear a saúde de pacientes da rede municipal e prevenir infartos.

que possam ter problemas cardíacos. O objetivo é planejar ações de prevenção a infartos e outras complicações.

A primeira região a receber o “cardiomóvel” — um caminhão equipado com eletrocardiograma, ecocardiograma e teste ergométrico — foi o Complexo do Alemão, onde uma equipe de profissionais de saúde atenderá, em média, 20 pessoas por dia até sexta-feira da próxima semana. Os pacientes serão agendados nas clínicas e postos e encaminhados ao “cardiomóvel”.

“O resultado será entregue nas clínicas, onde o paciente vai receber orientações. O projeto também pretende reduzir o tempo de espera por exames”, explica o subsecretario de Atenção Primária, Daniel Soranz.
O projeto-piloto pretende alcançar 1,5 mil cariocas. Na segunda fase, que prevê avaliação de glicemia, colesterol, circunferência abdominal e peso, o programa deverá atender mais de 1,6 milhão de pacientes das Clínicas da Família e postos de saúde.


Vão receber o “cardiomóvel”: Complexo do Alemão, Realengo, Sampaio, Santa Cruz e Botafogo. O projeto deve durar 84 dias.



quinta-feira, 7 de julho de 2011

Menor apto para doação

Adolescentes com 16 e 17 anos já podem ir aos hemocentros. Confira as novas regras!


Rio - Menores de idade já podem doar sangue. A nova regra, que permite que jovens de 16 e 17 anos façam a boa ação desde que tenham autorização dos pais, entrou em vigor ontem. O Hemorio já começou a receber os novos voluntários. A primeira foi a estudante Thamyres Miranda, 17. Ela aproveitou para ajudar o avô, internado.
“Esta oportunidade é ótima. Muitos adolescentes, como eu, sempre quiseram doar e não podiam”, contou a jovem. “Adorei doar sangue. É maravilhoso. Já planejo chamar meus amigos quando vier de novo”, completou.

DOCUMENTAÇÃO

Para doar, o menor de idade precisa levar ao hemocentro declaração assinada pelo responsável legal, com o documento de identidade original (ou cópia autenticada) de quem assinou. A declaração pode ser obtida em www.hemorio.rj.gov.br, ou pessoalmente no local de doação.

Assim como os adultos, os adolescentes também passarão por triagem. No dia da doação, é preciso evitar alimentação gordurosa por 4 horas antes da doação. E é preciso não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores. Homens e garotos podem repetir a doação a cada três meses, já as mulheres e garotas, a cada quatro.
Desde ontem, idosos com até 68 anos também podem doar sangue — o limite era de 65 anos. A regra, no entanto, só vale para quem já doava antes dos 60. “Agora vamos deixar de perder doadores em plena condição de continuar”, comemora Maria Esther Lopes, coordenadora de hemoterapia do Hemorio.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cabeleireiro que usar formol pode pegar 15 anos de prisão


Adição de substância a cosmético é crime. Maioria das clientes apoia e não denuncia.

Acrescentar formol a cosméticos para cabelo é crime hediondo. Cabeleireiros e proprietários de salões de beleza que usam a substância como alisante podem ser presos por 15 anos, sem direito a fiança. Apesar disso e dos riscos à saúde, não é difícil encontrar quem faça escova progressiva com formol. Em muitos salões, funcionários abordam as clientes e se oferecem para fazer o alisamento ilegal em casa, onde a fiscalização não chega.
Como O DIA noticiou ontem, a FDA, agência americana que regula medicamentos, classificou o formol como cancerígeno. Clientes e principalmente profissionais correm risco de ter tumores nas vias aéreas, como nariz e garganta.

“Um dos problemas é a dificuldade de fiscalização. A cliente quer ficar com o cabelo liso e não denuncia. Há subnotificação porque as pessoas só denunciam quando ocorre problema mais sério, como queimaduras ou queda de cabelo”, explica Erica França, farmacêutica especialista em cosméticos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


O delegado Fábio Cardoso, da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública, explica que o profissional pego usando formol como alisante é preso em flagrante. “Ele responde por adulteração de medicamentos e cosméticos, crime previsto no artigo 273 do Código Penal. Em janeiro, prendemos o dono de um salão no Centro. Encontramos galão de 3 litros de formol”.

Para quem não quer correr riscos de usar produto ilegal

O uso do formol como alisante nunca foi permitido no Brasil. O produto só pode ser usado em baixa concentração, como conservante em cosméticos para cabelo (a 0,2%) e em esmaltes (a 5%). “Nas concentrações permitidas, não causa câncer e não tem cheiro, mas não alisa o cabelo”, explica Érica França, acrescentando que aqueles que não querem correr o risco de usarem produtos ilegais devem verificar se o rótulo do produto tem o selo da Anvisa. Outra medida que reduz o risco das usuárias é pedir que o cabeleireiro prepare o produto na sua frente.

sábado, 12 de março de 2011

HIV resistente em expansão


Casos de transmissão do vírus mais forte aumentam, em média, 38% ao ano na África.

O aumento da transmissão de um tipo de HIV mais resistente a medicamentos está preocupando a comunidade internacional. O tema foi discutido na 18ª Conferência sobre Retrovírus e Doenças Oportunistas, em Boston. Segundo um estudo da PharmAcess, fundação alemã que oferece tratamento da Aids na África subsaariana, os casos de transmissão do HIV resistente aumentam, em média, 38% a cada ano. No Brasil, a prevalência do “super-HIV” varia de 5% a 15%, segundo pesquisa coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo o estudo da Unifesp, os tipos de HIV resistentes encontrados nas amostras brasileiras são principalmente resistentes aos antirretrovirais básicos de primeira linha — indicados aos pacientes que iniciam o tratamento. Algumas regiões do Brasil têm prevalência mais alta do supervírus do que a média: em Salvador, 19,1% das transmissões recentes são do vírus resistente. Em Santos, correspondem a 12,8%. Já em Brasília, os casos provocados por vírus resistente a medicamentos representam 10,6%.


Para minimizar o risco de desenvolvimento e multiplicação deste tipo de HIV mais resistente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que os centros de saúde acompanhem os pacientes em tratamento contra Aids para incentivar a adesão ao tratamento, o que diminui o risco do vírus se tornar resistente. A organização recomenda ainda que não haja interrupção da distribuição de medicamentos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Remédio não é antídoto contra a ressaca !!!!!


Médicos alertam sobre o risco à saúde do folião que recorre a medicamentos.

Engana-se quem pensa que os medicamentos de venda livre — que não precisam de receita e têm o consumo aumentado em 40% durante o Carnaval — são a solução para todas as ressacas. Especialistas alertam: remédio não cura o mal estar de quem exagera nas bebidas alcoólicas durante a folia. Pelo contrário, o uso não orientado de analgésicos, antiácidos e remédios para enjoo é perigoso para quem ainda pretende aproveitar a Festa de Momo.

“Não existe medicamento contra ressaca. Os que prometem acabar com o problema são, na verdade, uma mistura de anti-histamínico, analgésico e antiácido. Isto não elimina o mal, somente alivia os sintomas”, afirma o clínico Marcos Benchimol.

Segundo o profissional, fazer uso desses remédios sem orientação médica pode causar irritação no estômago e arritmias cardíacas. Em alguns casos, pode até mascarar alguma enfermidade desconhecida pelo paciente.
“Medicamentos injetáveis para enjoo, por exemplo, podem causar agitação psicomotora, inquietação, alterações no batimento cardíaco, o que, em pessoas que já apresentam estes problemas, é potencialmente grave”, diz Benchimol. “Entre os não injetáveis, o risco é menor devido à absorção mais lenta da substância pelo organismo”, afirma o profissional, ressaltando que os analgésicos também podem ser perigosos se consumidos em excesso.

Já a farmacêutica Dafne Estevão destaca que é preciso conhecer a origem do mal-estar antes de utilizar os medicamentos. As dores de cabeça da ressaca, por exemplo, podem ser causadas por uma sobrecarga do fígado. Nesse caso, se o folião tomar mais de uma dose de analgésico de uma só vez ou em pouco espaço de tempo, os efeitos colaterais do medicamento podem ser potencializados.

“Dor de cabeça é algo muito incômodo, mas tomar dois remédios de uma só vez não dobra o efeito positivo da droga. Pelo contrário, a dor pode não passar e ainda agravar o problema: pode haver episódios de vômito e náuseas”, afirma Dafne.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Pequena Bruna já tem novo fígado e passa bem


O transplante, realizado ontem no Hospital Federal de Bonsucesso, acabou seis horas antes do previsto. Criança já respira sem a ajuda de aparelhos.


O dia mais esperado da vida da pequena Bruna, 2 anos, chegou: a criança, que sofre desde que nasceu com uma doença do fígado, foi transplantada ontem no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB). A cirurgia começou às 8h30 com a retirada de parte do órgão da doadora, e estava prevista para terminar às 23h. Mas cinco horas antes, Talita Brandão, 21, mãe da menina, recebeu a notícia que tanto queria: o transplante havia terminado e Bruninha estava bem, respirando sem o auxílio de aparelhos.


“Acabou o nosso pesadelo. Já chorei muito, só que agora estou chorando de felicidade. Ela vai se recuperar e poder brincar como outra criança qualquer. Vai deixar de ser olhada na rua como uma criança diferente por causa da cor amarelada e da barriguinha inchada. E o mais importante é que minha filha vai ter saúde e vou poder dormir tranquila sabendo que ela esta bem”, disse Talita.

Corajoso ato de amor da doadora

“Ela agora é mais do que uma amiga. Virou uma irmã”. É assim que Talita, a mãe da criança, define a gratidão que sente por Mayara, que doou parte do fígado para Bruninha.

A jovem se ofereceu para ser doadora depois que a avó da menina, Marli Pereira, contou na igreja sobre a necessidade da neta. “Quando soube que eu era compatível, não pensei duas vezes. Tenho um filho de 3 anos e imagino a dor da Talita. Terei muito orgulho de dizer que ajudei a Bruna”, contou Mayara.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Um drama longe de terminar

Hospital que faria transplante de Bruna sequer foi contatado pelo Ministério da Saúde.

Mãe de Bruna, 2 anos, que espera desde janeiro por um transplante de fígado, Talita Brandão já não tem a quem recorrer para salvar a vida da menina. Ontem, o hospital particular Quinta D’Or informou que não há qualquer cirurgia marcada. Sexta-feira, através de sua assessoria, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, prometeu a O DIA que a criança seria transplantada até o próximo dia 14 na unidade particular, já que não há anestesista no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), que pertence ao ministério e onde a garota faz tratamento.

“A direção do hospital informa que o Ministério da Saúde não fez qualquer contato. Não há qualquer operação prevista”, informou em nota o Hospital Quinta D’Or. Assim como não fez contato com a unidade particular, o Ministério da Saúde também não deu qualquer satisfação à mãe de Bruna. “Segunda-feira (7), levei minha filha a consulta em Bonsucesso e os médicos disseram que não têm nenhuma determinação oficial do ministério para que a cirurgia seja feita no Quinta D’Or. E que o ministro não está preocupado em salvar minha filha ou já teria colocado um anestesista pra ela fazer o transplante no próprio Bonsucesso. Estou sem saber o que fazer”, disse Talita. Ela só soube através do jornal da promessa do ministro, que no domingo publicou em sua página pessoal do Twitter a notícia de que a garota seria operada no Quinta D’Or após sua ordem.

Menina já tem até doadora

Como O DIA começou a denunciar dia 3, Bruna sofre de atresia de vias biliares — a única cura é o transplante de fígado. Por causa do problema, ela também sofre de deficiência de cálcio e tem imunidade baixa: quebrou o braço quatro vezes e teve bronquite e pneumonia três vezes.

Até mesmo algo considerado difícil — encontrar um doador — já estava resolvido. Mayara Karla Freitas, 20, amiga da família, é compatível. Seria feito transplante intervivos: é retirada parte do fígado do doador e colocada no receptor. Em ambos, o órgão se regenera e fica de tamanho normal. Mas a cirurgia não pode ser feita por falta de anestesista no HFB.

O hospital paralisou estas cirurgias desde janeiro, quando o último anestesista da equipe pediu demissão, por problemas de pagamento. O DIA já havia denunciado, em março de 2010, a falta de pagamento do ‘adicional por plantão hospitalar’ (APH) à equipe de transplantes da unidade, o que fez com que o serviço fosse paralisado por dois meses. Apesar de o ministério ter começado a pagar o APH para a equipe, quem não era servidor — caso dos anestesistas — não recebia o adicional.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Menina aprende a andar depois de ter metade do cérebro removido


Uma menina de dois anos que teve metade do cérebro removido está encantando seus pais aprendendo a andar. Katie Verdecchia, que mora em Oregon, nos Estados Unidos, sofre da síndrome de Aicardi - uma doença hereditária neurológica que provoca má formação do cérebro.

Seus pais Maryalicia e Brian permitiram que os cirurgiões executassem uma operação radical para remover o lado mal formado, depois de terem sido informados de que isto daria para a garotinha uma chance maior de ter uma vida normal.
"Foi difícil tomar essa decisão, mas para nós realmente não havia outra escolha", disse Maryalicia ao Daily Mail.

Com uma recuperação surpreendente, apenas duas semanas e meia após a cirurgia, Katie tem encantado a todos de sua família ao dar seus primeiros passos. Após este êxito, existe ainda a possibilidade de que ela aprenda a falar.
Os pais de Katie repararam que havia algo errado quando sua filha teve espasmos logo após chegar do hospital, em abril de 2008.
O médico tranquilizou o casal, dizendo que não tinham nada com que se preocupar. No entanto, eles decidiram levá-la novamente ao hospital depois que os espasmos se tornaram mais fortes e mais frequentes.

Exames detalhados culminaram na devastadora notícia de que Katie tinha a incrivelmente rara síndrome de Aicardi, que afeta apenas 500 pessoas em todo o mundo. A condição provoca crises de espasmos diários e impede o desenvolvimento saudável.

Maryalicia contou ao diário britânico que está feliz com a evolução da filha após a cirurgia e afirmou que a família busca não exagerar nas expectativas. "Tentamos apenas apreciar as boas notícias", disse.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mulher dá à luz gêmeos filhos de pais diferentes


Varsóvia - Uma polonesa deu à luz gêmeos — um menino e uma menina —, mas um teste de paternidade mostrou que os dois bebês têm pais diferentes. O garoto é filho do marido da mulher e a menina, de outro homem com quem a moradora da Polônia se relacionou. Os exames foram feitos porque os bebês eram muito diferentes entre si. Especialistas afirmam — cientificamente falando — que casos assim podem não ser raros.


“Geralmente, a mulher produz um óvulo, mas se ela produzir dois num mesmo ciclo menstrual e tiver relações sexuais com dois homens diferentes, é possível que cada óvulo seja fecundado pelo espermatozoide de um deles”, diz o coordenador de Obstetrícia da Secretaria Estadual de Saúde, Flávio Monteiro.
Segundo ele, trata-se de um caso de gravidez dizigótica — que dá origem a gêmeos diferentes. “A diferença é que, neste caso, são irmãos de pais diferentes”, diz. “Para que a mulher com dupla ovulação engravide de dois homens, deve ter feito sexo com dois homens até 48h antes da ovulação ou até 12h após”.


Vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio, Hugo Miyahira explica que o mais frequente, nestes casos, é que a mulher ovule e engravide de homens diferentes em dias seguidos. Mas há relatos de mulheres que podem ter engravidado pela segunda vez depois de já estarem grávidas. “A mulher continuaria ovulando na gravidez. É mais raro e há questionamentos sobre isso”, conta ele.


A chance de a mulher produzir mais de um óvulo por ciclo aumenta com a idade. “Entre as que têm menos de 20 anos, em cada grupo de mil bebês nascidos, três são gêmeos dizigóticos. Já entre as com idades entre 35 e 40 anos, são 14 a cada mil”, diz Monteiro. “Fatores hormonais e histórico familiar influenciam”, acrescenta.