segunda-feira, 15 de março de 2010

Carioca sangue bom


Doadores são de classe social baixa e conhecem bem a rede pública de saúde!
Carioca cerca de 35 anos, ensino médio completo e renda mensal de até dois salários mínimos. Esse é o perfil da maioria das pessoas que doam sangue no Hemorio, principal hemocentro do estado, que distribui sangue para mais de 100 hospitais públicos e conveniados ao Sistema Único de saúde (SUS). A maior parte dos voluntários pertence às classes C e D e depende do SUS para cuidar da própria saúde, por não ter plano. Eles são movidos por solidariedade e identificam-se com o sofrimento daqueles que necessitam de sangue. Muitos já tiveram a mesma experiência de dor e angústia.
“Parece que quem enfrenta maiores dificuldades é mais solidário. Talvez isso aconteça porque a pessoa vive mais próxima do sofrimento”, diz a coordenadora de Hemoterapia do Hemorio, Maria Esther Lopes.
É o caso do administrador Ricardo Tunala, 32 anos. A cada 50 dias, ele vai ao Hemorio fazer a doação por aférese, procedimento em que é retirado só um componente do sangue, permitindo que o voluntário doe mais vezes. “Já fiz 64 doações. O que me motiva é saber que posso ajudar as pessoas com um gesto simples. Pretendo chegar a 170 até os 60 anos de idade”.
Doar sangue é um processo rápido. Do momento em que o voluntário senta na cadeira, até a hora que se levanta, o tempo investido é de oito minutos. Somente na doação por aférese o processo é mais longo: cerca de uma hora. Mas cuidado: se você topar com alguma celebridade, pode demorar um pouco mais. “Uma vez um rapaz estava doando quando chegou a Priscila Pires (ex-BBB). Ele ficou tão nervoso que o sangue parou de fluir, a bolsa não enchia de jeito nenhum”, diverte-se uma das enfermeiras.
O estudante Felipe Bomfim não encontrou nenhuma celebridade, mas tem motivos para comemorar. Ele acabou de completar 18 anos. A festa foi no instituto. “Trouxe familiares e amigos, bolo, vela! Muitos doaram sangue”, alegra-se.
Ao doar sangue pela segunda vez na semana passada, o metalúrgico André Santos, 29, não escondeu o nervosismo “Morro de medo da agulha, mas não importa. É um pequeno sacríficio que faço para ajudar os outros”, afirma. Para doar sangue, é preciso estar saudável, ter mais de 18 anos, pesar mais de 50kg e apresentar documento de identidade. Para saber mais, ligue para o Disque Sangue: 0800 28 207 08. O Hemorio é na R. Frei Caneca, 8, Centro.

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