sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Menino tem coração ferido por uma das 42 agulhas


Os exames do menino M.S.A., de 2 anos, que teve 42 agulhas enfiadas no corpo, revelaram que um dos objetos atingiu o coração e provocou infecção. Ontem, ele foi transferido para hospital especializado em tratamentos cardíacos, em Salvador.
Segundo o delegado de Ibotirama, Hélder dos Santos, responsável pelo caso, as agulhas eram colocadas na água benta antes de serem inseridas no organismo da criança.O menino permanece em estado grave, sob efeito de antibióticos, e será observado durante dois dias para os médicos avaliarem o melhor momento de fazer cirurgia para retirada das agulhas que põem riscos a órgãos vitais. Ontem, o juiz Oclei Alves da Silva, da Vara Criminal de Ibotirama (BA), decretou a prisão preventiva por cinco dias dos três suspeitos do crime. O padrasto do bebê, Roberto Carlos Magalhães Lopes, 33 anos; sua amante, Angelina Capistana Ribeiro dos Santos, 47; e Maria dos Anjos do Nascimento, 56, foram detidos na quarta-feira.Segundo o delegado, o motivo do crime foi vingança de Roberto Carlos contra a mãe do menino, com quem brigava muito. O ritual seria uma sugestão de Maria dos Anjos, que era mãe de santo, dona de uma casa de candomblé e tinha o apelido de Bia.
As sessões ocorriam há um mês na casa de Angelina. O padrasto comprava as agulhas, levava o menino para a casa da amante e começava o ritual. A criança bebia a água benta e era mantida acordada durante as sessões, em que eram colocadas de duas a três agulhas.“Ele fez com o objetivo de matar a criança. Era uma forma de se vingar da mulher. Já a Angelina queria ficar com o Roberto Carlos”, disse o delegado para uma TV da Bahia.Ontem pela manhã, por medida de segurança, o padrasto foi transferido para prisão em cidade vizinha, que não foi identificada. A população de Ibotirama ameaçava invadir a delegacia e chegou a arremessar pedras nas janelas. Dentro da cadeia, Roberto Carlos não chegou a ser ameaçado. Ele ficou isolado em uma sala reservada. As duas mulheres continuaram na cadeia da cidade da Bahia, que fica a 690 km de Salvador.Mulheres negam crimeAcusadas pelo auxiliar de pedreiro Roberto Carlos de participarem de ritual de magia negra, as duas mulheres voltaram a negar em depoimento à polícia, ontem, qualquer envolvimento com o crime. “Nunca fiz mal a uma criança. Eu cuido dos meus filhos e netos”, disse Angelina Ribeiro (foto). Maria dos Anjos, que teria sugerido o ritual, também se defendeu dizendo não conhecer o padrasto da criança: “Não sei quem é esse indivíduo”. Ambas permanecem presas na delegacia de Ibotirama..

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