segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Os segredos da boa alimentação


Cafezinho depois do almoço e jantar não é boa pedida. Pudins e derivados de leite após as refeições também devem ser evitados.
Pouca gente sabe, mas espremer limão na panela ao invés de usar óleo para grelhar o frango ou o peixe evita o acúmulo de gordura no sangue. Já acrescentar aveia no preparo do arroz facilita a digestão. E ainda: beber suco de laranja batido com espinafre potencializa a absorção do ferro. Os conselhos podem parecer exóticos, mas nutricionistas garantem que estes e outros segredinhos ajudam a manter o organismo equilibrado e ainda previnem o aparecimento de doenças.
“Muita gente acha que o café faz mal. Na verdade, ele acelera o metabolismo e ajuda a preservar o fígado”, explica Valéria Barcellos, nutricionista da Lucatto, empresa de alimentação hospitalar.
Mas atenção! Nada de tomar cafezinho depois de almoçar ou jantar. A cafeína prejudica a absorção de nutrientes, como o ferro. A deficiência desse mineral pode causar anemia. Chá verde, mate e café devem ser tomados sozinhos ou acompanhados de pequenas refeições, como lanche da tarde. O mesmo acontece com o leite e seus derivados: devem ser evitados após as refeições.
“É um erro as mães darem Danoninho e sorvete de sobremesa aos filhos. Nosso organismo prefere o cálcio ao ferro. Ou seja, se a criança comeu brócolis no almoço e, na sobremesa, pudim de leite, colocou tudo a perder. O ideal para os pequenos é gelatina e frutas”, afirmar Barcellos.
Já as frutas cítricas, que são ricas em Vitamina C, contribuem na absorção do ferro e ainda ajudam a proteger o organismo de resfriados.
Segundo Valéria Barcellos, é importante consumir leite e derivados, como queijo, iogurte e manteiga, até 10h. Após isso, o ideal é evitar o alimento. “Claro que se for comer na casa de alguém e for estrogonofe, por exemplo, você não vai negar. Mas o ideal é compensar no dia seguinte com um prato de bife, salada e suco de laranja”, indica a nutricionista.
O consultor de Marketing Eduardo Canastra, 35 anos, foi obrigado a conhecer os segredos da boa alimentação. Ele aprendeu a comer corretamente há oito anos, depois de passar por uma cirurgia de redução de estômago. Emagreceu 60 quilos. “Quando almoço com outras pessoas, não fico apontando o que é certo ou errado no prato dos outros, só quando me perguntam”, conta.
A nutricionista Amanda Bibiano lembra que, antes de seguir receitas indicadas por conhecidos, o ideal é procurar um profissional apto a elaborar dieta específica para a sua necessidade.
“O que é bom para uns, pode não ser para outros. Quem sofre de doenças crônicas, como diabete e gastrite, por exemplo, deve se preocupar mais com a ingestão de certos tipos de alimentos que uma pessoa saudável não precisaria”, esclarece a nutricionista. “Café para quem tem gastrite, por exemplo, é ruim em qualquer hora”.
MITOS E VERDADES
CHÁ VERDE
Bom para digestão, mas não deve ser tomado após o almoço. O ideal é no meio da manhã ou depois de praticar atividades físicas, pois ajuda a eliminar as toxinas. Mate, chá preto e café também devem ser evitados após almoço e jantar.
GENGIBRE
Pode ser usado como uma espécie de chá, no combate às constipações (prisão de ventre), secreções do nariz e rouquidão. Basta ferver 2 fatias de raiz fresca de gengibre, durante 10 minutos. Pode-se adicionar mel para adoçar.
INGERIR LÍQUIDOS DURANTE AS REFEIÇÕES
O hábito não engorda, mas causa aumento do abdômen, ocupando o espaço da comida
AZEITE
Ajuda a aumentar o colesterol bom, o HDL. Porém, não pode ser levado ao fogo, pois se transforma em gordura saturada
TOMATE
Ajuda a combater o envelhecimento e doenças cardiovasculares. Mas evite as sementes
LEGUMES
melhor que sejam cozidos com a casca, para conservar as vitaminas. O ideal é usar o mínimo de água possível. Para aproveitar todas as vitaminas e proteínas, use essa água para preparar arroz, feijão, lentilha e macarrão.
FIBRAS
Substitua a massa branca pela integral. A fibra ajuda na digestão e é fonte de energia.
SUCOS DE FRUTAS RICOS EM VITAMINA C
Prefira beber combinando com vegetais folhosos escuros. O suco deve ser consumido logo que fica pronto, pois a vitamina C perde suas propriedades em contato com a luz e com o ar.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Dor de cabeça nossa de cada dia

Mais de 70% da população brasileira enfrentou o problema no último ano, aponta estudo. E 7% sofrem de cefaleia crônica diária, que é desencadeada pela automedicação. A melhor forma de evitar o mal é fazer exercícios físicos.

Um estudo da Sociedade Brasileira de Cefaleia comprovou que o brasileiro tem muita dor de cabeça. Em cada grupo de 100 pessoas, 72 sentiram esse tipo de dor no último ano, segundo o primeiro mapeamento sobre esse tema realizado no País. E pior: 7% dos entrevistados têm cefaleia crônica diária, mais do que o dobro da média mundial, que é de 3%.
“Essas pessoas têm dor de cabeça por 15 ou mais dias em um mês. E isso causa sérios prejuízos à vida, ao trabalho e à convivência familiar”, explica o neurologista Luiz Paulo de Queiroz, autor do estudo apresentado no Congresso Brasileiro de Cefaleia, em Vitória.
De acordo com ele, a falta de acesso a médico e o hábito de se automedicar são os principais fatores que levam o mal a se tornar crônico. “Com o tempo, o cérebro se acostuma a receber o analgésico e passa a causar dor para receber aquela substância”, conta o médico, acrescentando que essas pessoas devem buscar ajuda médica para desintoxicação.

Queiroz explica que há mais de 150 tipos de dores de cabeça, mas duas delas acometem 90% dos que têm o problema: a enxaqueca e a dor de cabeça tensional, aquela que pode ser desencadeada por cansaço, preocupações ou má postura, por exemplo. “Mulheres têm mais enxaqueca, que está muito relacionada a hormônios. Já os homens com mais escolaridade e baixo rendimento financeiro sentem dor de cabeça tensional mais frequentemente.”
A boa notícia é que atividade física ajuda a prevenir o sofrimento: o estudo apontou que pessoas que não fazem exercícios têm duas vezes mais risco de ter cefaleia crônica diária do que os que se exercitam regularmente. Nos casos de enxaqueca, sedentários têm risco 43% maior de ter o problema. “A produção de endorfina, que ocorre durante o exercício, diminui a sensibilidade cerebral à dor”, diz o médico.
Além da prática de exercícios, outra dica para os que querem fugir das dores de cabeça é evitar jejum prolongado. “A falta de alimento provoca queda na pressão e desencadeia uma reação química cerebral que causa a dor”, explica a neurologista Eliana Meire Melhado, da Faculdade de Medicina de Catanduva.

A gravidez como remédio


Mulheres têm maior risco de ter enxaqueca — a proporção é de três mulheres com esse tipo de dor para cada homem. A boa notícia é que a gravidez pode ser um remédio eficaz. Estudo da Unicamp mostrou que 63% das gestantes que têm enxaqueca ficam livres da dor ou relatam menos dor após engravidarem.
“Durante o ciclo menstrual, o estrogênio cai e o cérebro das mulheres que têm enxaqueca interpreta essa queda como dor. Na gravidez, há aumento de até 100 vezes da quantidade de estrogênio, que chega a curar a dor”, diz Eliana Melhado.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Rio: líder em câncer de mama

Estado é o primeiro do País no ranking de incidência da doença e registrou cerca de 1.800 óbitos em 2007.

Quase 8 mil casos de câncer de mama devem surgir até o fim de 2009 no Estado do Rio. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 1,8 mil mulheres morreram pela doença em 2007. Dados colocam o Rio como o primeiro no ranking de incidência desse câncer, seguido por Rio Grande do Sul e São Paulo.
O vice-diretor do Hospital III do Inca, Carlos Frederico Lima, afirma que não há justificativas concretas para a alta nos números. Mas alguns fatores podem favorecer o aumento da incidência, como idade, sobrepeso e histórico familiar.

O câncer de mama não é hereditário. A cada 100 casos de mulheres com a doença, somente 10% apresentaram histórico de câncer de mama na família. Mulheres que não praticam exercícios físicos, fazem uso de bebidas alcoólicas e se submetem a terapia de reposição hormonal estão no grupo de risco. Esses três fatores contribuem para que o câncer de mama se desenvolva”, explica.
O médico ressalta que estudos comprovam diminuição de 30% na incidência em mulheres que passaram a se alimentar corretamente e a praticar 30 minutos de atividades físicas, três vezes por semana.
“Ter hábitos saudáveis diminui muito a chance de desenvolver a doença. Não beber e não fumar são ações que diminuem o risco não só do câncer, mas de doenças cardiovasculares. Mulheres com mais de 50 anos devem ir ao ginecologista a cada seis meses para o exame clínico das mamas”, aconselha.
O câncer de mama costuma aparecer com mais frequência a partir dos 40 anos. O sintoma palpável é o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor. O auto-exame não é suficiente para detectar, sendo o exame clínico e a mamografia os mais indicados. Quanto mais cedo o câncer é detectado, maior é a chance de cura. No Brasil, o câncer de mama é responsável pelo maior número de mortes entre mulheres. Em 2007, foram mais de 11 mil óbitos no País.

domingo, 1 de novembro de 2009

ONU: 13,2 milhões de crianças morrerão em 5 anos por doenças

O objetivo marcado pela Organizaçao das Nações Unidas (ONU) de reduzir a mortalidade infantil em dois terços até 2015 está, por enquanto, longe de ser alcançado e continuará assim se não forem destinados recursos para combater a pneumonia infantil, uma doença que mata a cada ano 1,8 milhão de menores de 5 anos no mundo. Segundo a organização, se a atual tendência de mortalidade infantil se mantiver, cerca de 13,2 milhões de crianças nesse faixa etária morrerão entre 2010 e 2015, um número que só poderá cair consideravelmente se diminuírem os casos de pneumonia.
Esta é a principal mensagem lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) ao apresentar neste domingo, por ocasião do primeiro Dia Mundial contra a Pneumonia, seu plano de ação global para a prevenção e controle da doença.
Apesar disso, lamentam estas organizações, são destinados relativamente poucos recursos para acabar com esta praga. Com as intervenções propostas pela OMS e pelo Unicef, os casos de pneumonia poderiam ser reduzidos em 67% nesse período, o que significaria salvar 5,3 milhões de vidas.
Outras 860 mil mortes de menores de 5 anos poderiam ser evitadas nesse período apenas mediante a amamentação materna exclusiva durante seis meses, uma prática sem custo que serve também para prevenir a pneumonia.
O documento destaca que, ao longo dos últimos 20 anos, foi comprovada a eficácia de diversas estratégias contra a pneumonia infantil, como as vacinas contra o Streptococcus pneumoniae e contra o Haemophilus influenzae b, os dois principais agentes bacterianos desta doença.
Além disso, as vacinas contra o sarampo e a coqueluche contribuem para reduzir a mortalidade pela pneumonia. Junto com estas medidas, o aleitamento materno e a melhora das condições de moradia também têm um importante papel no controle da pneumonia.
Outras intervenções promovidas para reduzir a pneumonia são uma adequada nutrição, o hábito de lavar as mãos e os suplementos de zinco para as crianças com diarréia.
O custo de todas estas intervenções previstas no plano de ação para proteger, prevenir e tratar a pneumonia nos 68 países do mundo com maior mortalidade infantil é de US$ 39 bilhões para o período 2010-2015, afirma o documento.
O plano de ação global afirma que nada será alcançado sem uma ação urgente sobre a pneumonia dos Governos, Ministérios da Saúde e parceiros que apoiem o processo em nível global.

As informações são da EFE.