quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mulher do futuro será gordinha


Pesquisa americana indica que população feminina também terá menos altura e um período fértil mais longo.
Mais baixas, rechonchudas, com o coração saudável e bastante férteis. Este será o perfil das mulheres do futuro, segundo pesquisa da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Cientistas perceberam que aquelas com mais filhos possuíam esses traços, que seriam repassados às descendentes. Caso a tendência persista por dez gerações, em 2409 a mulher será 2 cm mais baixa e 1 kg mais pesada, em média. Além disso, dará à luz o primeiro filho 5 meses mais cedo e entrará na menopausa 10 meses mais tarde que a média atual.
Mãe de três filhos, a atriz Fabiana Karla, 33 anos, em cartaz no Shopping da Gávea com a peça ‘Gorda’, vibrou com a pesquisa. “Sou gordinha, mas minha pressão, meus hormônios e colesterol são ótimos.” Fabiana conta que a cada seis meses faz série de exames e que ainda pretende ter mais filhos. Segundo ela, a fertilidade é de família: a avó paterna teve 15 filhos e a materna, cinco.
Os pesquisadores tiveram acesso a históricos médicos, desde 1948, de mais de 14 mil moradores da cidade de Framingham, Massachusetts. Segundo Stephen Stearns, biólogo evolucionista da universidade, foram estudadas 2.238 mulheres que haviam passado da menopausa.
A equipe cruzou dados como altura, peso, pressão arterial e colesterol com o número de crianças a que as mulheres deram à luz. Segundo Stearns, mulheres pequenas, mais gordas e com colesterol e pressão baixos tendiam a ter mais crianças. Além disso, o grupo teve o primeiro bebê na juventude e entrou na menopausa mais tarde. “A surpresa foi que estas características foram passadas para suas filhas que, por sua vez, também tiveram mais crianças”, disse o pesquisador.
“A Mulher-Maravilha que se cuide”, festeja a atriz Fabiana Karla, mãe de Laura, 11 anos, e Beatriz, 12, além de Samuel, 10.

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