terça-feira, 27 de outubro de 2009

A incrível história do homem azul


Americano tomou substância sem receita médica para tentar tratar de um problema de pele e acabou ganhando coloração incurável
Um americano inaugurou a luta contra um novo tipo de preconceito com pessoas de cor. De cor azul. Há uma década, Paul Karason, 58 anos, tem o rosto colorido de um tom azul escuro causado, segundo ele, por reação de sua pele a um tipo de substância, o prata coloidal. Tudo começou há 14 anos quando Karason sofreu caso severo de dermatite, que causava coceira, inchaço e vermelhidão. Ele resolveu se automedicar com a substância, usada para tirar prata de metais.
Desobedecendo recomendações do órgão americano que regulamenta medicamentos, ele esfregou a substância na pele e até a bebeu.
“A mudança foi tão gradual que nem eu, nem as pessoas que convivem mais tempo comigo perceberam. Uma vez, entretanto, um amigo que me visitava na casa de meus pais, perguntou: ‘O que você fez?’”, lembra. O homem azul mudou de casa — do estado americano do Oregon para a Califórnia — e tenta evitar lugares públicos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pessoas saudáveis que tomam antidepressivo ficam menos irritadas

Um estudo feito na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) concluiu que tomar baixas doses de antidepressivos altera o humor de pessoas saudáveis. Elas se irritam menos e ganham mais tolerância e eficiência.

A pesquisa analisou 120 voluntários rigorosamente saudáveis – eles não poderiam ter pais, irmãos, avós, tios ou primos com nenhum sintoma de doença psiquiátrica. Por 12 semanas eles tomaram aleatoriamente duas pílulas. Uma continha 40 miligramas de antidepressivos – doentes usam doses a partir de 75 mg – e a outra não tinha nenhum princípio ativo. Depois, especialistas analisaram as mudanças em diversas áreas da saúde mental e física – agressividade, personalidade, sono, alimentação e o cérebro.
Nas semanas em que tomaram os medicamentos, cerca de 30% dos voluntários apresentaram sensíveis melhoras no humor. Eles passaram se irritar menos e tolerar mais as situações adversas. Além disso, passaram a prestar mais atenção em suas tarefas diárias. No trabalho, eles ficaram menos aflitos com as exigências simultâneas e erraram menos. Nas semanas em que não tomaram os remédios, não relataram mudanças.

Entre os efeitos colaterais da medicação estavam sono picado – os pacientes passaram mais momentos da noite com sono leve – e aumento ou diminuição do apetite. Esses efeitos aconteciam com todos os pacientes que passaram pelo tratamento.

Os pesquisadores não sabem explicar por que os remédios causaram essas mudanças, nem por que as alterações aconteceram somente com um terço dos voluntários. Essas pessoas eram menos medrosas, irritadas e impulsivas e mais resilientes – aceitavam com mais facilidade e resignação os problemas da vida.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mulher do futuro será gordinha


Pesquisa americana indica que população feminina também terá menos altura e um período fértil mais longo.
Mais baixas, rechonchudas, com o coração saudável e bastante férteis. Este será o perfil das mulheres do futuro, segundo pesquisa da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Cientistas perceberam que aquelas com mais filhos possuíam esses traços, que seriam repassados às descendentes. Caso a tendência persista por dez gerações, em 2409 a mulher será 2 cm mais baixa e 1 kg mais pesada, em média. Além disso, dará à luz o primeiro filho 5 meses mais cedo e entrará na menopausa 10 meses mais tarde que a média atual.
Mãe de três filhos, a atriz Fabiana Karla, 33 anos, em cartaz no Shopping da Gávea com a peça ‘Gorda’, vibrou com a pesquisa. “Sou gordinha, mas minha pressão, meus hormônios e colesterol são ótimos.” Fabiana conta que a cada seis meses faz série de exames e que ainda pretende ter mais filhos. Segundo ela, a fertilidade é de família: a avó paterna teve 15 filhos e a materna, cinco.
Os pesquisadores tiveram acesso a históricos médicos, desde 1948, de mais de 14 mil moradores da cidade de Framingham, Massachusetts. Segundo Stephen Stearns, biólogo evolucionista da universidade, foram estudadas 2.238 mulheres que haviam passado da menopausa.
A equipe cruzou dados como altura, peso, pressão arterial e colesterol com o número de crianças a que as mulheres deram à luz. Segundo Stearns, mulheres pequenas, mais gordas e com colesterol e pressão baixos tendiam a ter mais crianças. Além disso, o grupo teve o primeiro bebê na juventude e entrou na menopausa mais tarde. “A surpresa foi que estas características foram passadas para suas filhas que, por sua vez, também tiveram mais crianças”, disse o pesquisador.
“A Mulher-Maravilha que se cuide”, festeja a atriz Fabiana Karla, mãe de Laura, 11 anos, e Beatriz, 12, além de Samuel, 10.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mulher dá à luz na rua com auxílio de PMs na Tijuca



Bebê nasceu momentos após a mãe acenar para a uma viatura. PMs que faziam patrulhamento na região pensaram se tratar de uma vítima de bala perdida.





O nascimento de um bebê serviu para dar uma aparente trégua aos confrontos armados entre traficantes rivais e a polícia no Morro da Formiga, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, na madrugada desta sexta-feira. Com o auxílio de policiais militares do Batalhão de Choque (BPchoque), a dona de casa Kátia Maria Gonçalves, de 36 anos, moradora da comunidade, deu à luz um menino. Improvisado, o parto foi realizado na calçada, num dos acessos à favela, em meio aos olhares emocionados da tropa.

A mãe e o bebê foram levados em uma viatura para o Hospital Ordem Terceira do Carmo, onde receberam atendimento médico. O menino recebeu o nome de Mateus. Ele nasceu com cerca de 2,6 quilos, medindo aproximadamente 40 cm. O pai da criança, o axiliar de serviços gerais Vanderclei Bento dos Santos, de 26 anos, foi quem pediu ajuda aos policiais, que faziam o patrulhamento na região.
"Minha mulher começou a sentir dor e resolvi levá-la para o hospital. Ainda pensei em chamar um táxi, mas não dava mais tempo", disse o pai. "Acenei para a viatura da polícia que passava na rua. Ela nem chegou a entrar no carro, quando o meu filho veio ao mundo. Os policiais me ajudaram a segurar a criança. Graças a Deus, ele nasceu com saúde", lembrou Vanderclei, ainda muito emocionado. A mãe e o bebê serão transferidos para a maternidade do Hospital do Andaraí.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Teste em grávida evita contágio de vírus perigoso em bebê

Diagnóstico no pré-natal impede transmissão do HTLV, causador de problemas neurológicos degenerativos.


O HTLV — vírus que causa problemas neurológicos degenerativos e alterações no sangue responsáveis pela leucemia — poderia deixar de ser transmitido das mães contaminadas para seus bebês se o teste de diagnóstico fosse oferecido no pré-natal. Mas o exame, que desde 1993 é obrigatório nos doadores de sangue, não faz parte dos procedimentos que, segundo o Ministério da Saúde, devem ser oferecidos às grávidas. De acordo com especialistas, muitas vezes o teste-diagnóstico não costuma ser indicado nem na rede privada de hospitais. “Estamos lutando para a inclusão da testagem para HTLV nos exames pré-natal da rede pública, pois hoje ele não é oferecido para a gestante. Se ela souber que é portadora do vírus, poderá evitar a transmissão para o bebê. É só a mulher não amamentar, já que o vírus pode ser transmitido no aleitamento”, ressalta Sandra do Valle, que faz parte da Associação Lutando para Viver, dos pacientes do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).Na semana passada, Sandra e outros pacientes foram à Alerj pedir mais atenção aos portadores da doença. Além de ser transmitido pelo leite, o vírus pode ser passado por transfusão de sangue, sexo e compartilhamento de agulhas e seringas. “A doença tem caráter progressivo e é incapacitante. O paciente vai perdendo a força nos membros inferiores e evolui para a cadeira de rodas”, explica a infectologista da Fiocruz, Ana Claúdia Leite. “Nos bebês, aumenta muito o risco de leucemia”, acrescenta.

AUSÊNCIA DE SINTOMASUm dos grandes problemas que facilita a transmissão é que o HTLV não provoca sintomas em 95% dos que são portadores do vírus. “A grande preocupação é o fato de ser uma doença em que apenas 5% dos portadores vão desenvolver quadros neurológicos degenerativos. Não temos hoje uma estratégia de prevenção e informação à população, já que os outros 95% assintomáticos transmitirão o vírus sem nunca ter doença alguma. E como saberemos que uma pessoa infectada fará parte dos 5% ou dos 95%? A prevenção e a informação são fundamentais”, observa o infectologista da Fiocruz Marcus Tulius. Só na Fiocruz, 900 pacientes com a doença são acompanhados. “Por ser uma doença desconhecida até pelos médicos, não existe notificação em todo o país. Trata-se de uma doença negligenciada até mesmo na notificação. Na Fiocruz, já estamos trabalhando no limite da capacidade. Somos apenas quatro médicos para tratar de todos os pacientes”, afirma Ana Cláudia.