quinta-feira, 2 de abril de 2009

Testes reprovam pastas

Cremes dentais que prometem clarear os dentes não surtiriam efeito, segundo pesquisa da Pro Teste. De sete produtos avaliados, apenas dois apresentaram resultados satisfatórios!

Aquele sorriso com dentes claríssimos das propagandas de cremes dentais branqueadores pode não ter sido resultado do uso dos produtos. A conclusão é de estudo da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) com sete pastas representativas no mercado. O resultado mostra que apenas duas teriam realmente efeito clareador.
Foram feitos três mil movimentos circulares em amostras de dentes humanos — o que equivale à escovação de um mês. Um colorímetro mediu a cor dos dentes antes e depois do procedimento, para identificar se houve mudança.
O teste também demonstrou que essas pastas são mais abrasivas do que as comuns, o que pode gerar desgaste nos dentes e, em consequência, dores e hipersensibilidade. Marina Jakubowski, química da Pro Teste, recomenda que mesmo os produtos que realmente clareiam não sejam usados por muito tempo. “O ideal é utilizá-los por um mês e dar um tempo. Ou usá-los apenas em uma das escovações diárias”.
A Pro Teste analisou ainda a irritabilidade dos produtos, com teste feito numa mucosa construída a partir de células humanas com características semelhantes à boca. O resultado mostrou que a maioria dos cremes dentais danifica até 50% das células.
A GlaxoSmithKline (Aquafresh e Sensodyne) afirmou que ambas “são registrados na Anvisa” e que “não existem testes padronizados e específicos para determinar o branqueamento” e, ainda, que a empresa “possui testes internacionais realizados para comprovação do efeito branqueador”. A Procter & Gamble (Crest) disse ter cinco estudos clínicos, três deles realizados com mais de 1.500 pacientes no total, que mostram a ação de branqueamento. A Colgate-Palmolive não quis se pronunciar.

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