quarta-feira, 22 de abril de 2009

Pacientes sofrem com obra sem fim

Nova sede do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia só abre em 2010!!!

Anunciada como solução para diminuir o tempo de espera por cirurgias, a obra da nova sede do Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia), com término inicialmente previsto para fim de 2008, só será concluída em junho de 2010. Enquanto isso, pacientes enfrentam uma espera que pode durar anos na fila.
Vitor Cordeiro dos Santos, 8 meses, é um deles. Nascido com doença congênita nos pés, espera por cirurgia desde novembro. Segundo o pai, André Luís Bezerra da Silva, não há previsão para cirurgia. Como o bebê é alérgico a gesso, a cirurgia reparadora é a única forma de reverter o problema.
“Vitor chegou a usar gesso por dois meses, mas sua perna ficava em carne viva. O médico decidiu então operar, mas não há vaga. É muito triste ver meu filho tentar ficar em pé e não conseguir se equilibrar. Tenho medo que fique tarde demais, pois a fila não anda”, lamenta.
Roberto Pereira Bahia, 36, espera há um ano e dois meses. Ele quebrou o quadril no início de 2008 e, após passar por diversas unidades, foi encaminhado ao Into. Segundo sua mãe, Juciara Bahia, 50, o quadro se agrava cada semana e já atingiu pernas e coluna. Ela registrou o caso na 5ª DP (Centro). “Se continuar assim, ele vai ser obrigado a amputar a perna”, reclama.
O Into informou que há 22 outras crianças na frente de Vitor na fila para este tipo de cirurgia de pé, e que o tempo de espera é de cerca de um ano. E que Roberto, que encontra-se em tratamento de artrose reumática do quadril, teria contraído infecção que impossibilita a cirurgia no momento.
BUROCRACIA
Com a nova sede, informa o Into, serão criados 23 novos centros de tratamentos específicos, e o número de salas cirúrgicas passará de 8 para 21. Com isso, o número anual de cirurgias aumentará de 6 mil para quase 20 mil. A construção de um Centro de Reabilitação dará condições, ainda, para que 86 mil consultas de reabilitação sejam feitas por ano.
A demora nas obras na Avenida Brasil, em São Cristóvão, se deve à burocracia. O projeto inicial previa apenas a reforma e adaptação de prédio já existente. Mas foi feito outro projeto para a construção de novos edifícios, já que a Companhia Docas do Rio de Janeiro cedeu terreno de 16 mil m². Com isso, as obras só começaram em junho de 2008 e a empresa contratada tem até dois anos para finalizá-las.

Nenhum comentário: