quarta-feira, 4 de março de 2009

Sol de rachar faz o carioca suar a camisa


Calor acima da média, além de lotar praias, muda a rotina em escolas e até no Zoológico.
O ‘calor dos infernos’ dos últimos dias no Rio vem esquentando a cabeça dos cariocas. Embora acostumada ao sol forte de verão, a cidade está se adaptando para não sofrer tanto diante do tempo esturricante. Este ano, termômetros marcaram três graus acima da média de janeiro e fevereiro de 2008. Segundo o Climatempo, a diferença é que, desta vez, a baixa umidade do ar e, conseqüentemente, a pouca chuva aumentam a sensação de calor. Ontem, em Campos, fez 39 graus, a maior temperatura do ano no estado. O resultado? Clubes e praias lotados no meio da semana, crianças tomando banho nos intervalos das aulas e picos de energia em vários pontos da cidade.
Logo que chegam, alunos da Educação Infantil do Colégio da Imaculada Conceição, em Botafogo, ficam só de shortinho para suportar o calor. “Quando fui buscar minha neta, de 5 anos, vi todos seus coleguinhas só de shortinho. Ela me contou toda animada que tomou dois banhos. Achei a iniciativa excelente. Gostei da preocupação da escola com o bem-estar das crianças, porque está muito quente e os pequenos sentem ainda mais”, disse a pensionista Janine Andrade Aires de Oliveira, 62. Na escola da outra neta, em Niterói, o procedimento para enfrentar as altas temperaturas é o mesmo: chuveirada na criançada.
Já os meninos e meninas que estudam no Centro Educional Acalanto, também em Botafogo, têm o chuveirão e a sombra de uma grande Mangueira como aliados. “Pensamos em alternativas pedagógicas para mudar a rotina em função do calor. Levamos os alunos para o ar livre, contamos histórias debaixo da árvore e criamos o tempo do chuveirão. Eles brincam na água, assistem às aulas com roupas bem frescas e, dependendo da idade, ficam descalços”, explica a coordenadora pedagógica Ana Emília Ribeiro.
Até o dia-a-dia dos moradores do Zoológico do Rio mudou para enfrentar o calor de rachar que faz na cidade. Macacos, ursos e chimpanzés foram liberados de suas “dietas” para consumir coisas mais leves, como picolés, água-de-coco e frutas como abacaxi e melancia. Para os humanos, a indicação é a mesma, segundo a nutróloga Tamara Mazaracki: evitar comidas pesadas, como gorduras e frituras, e preferir alimentos que reponham água e minerais, perdidos com o excesso de suor”, ensina a especialista. A previsão é de calorão forte pelo menos até sexta-feira.
DICAS: VERÃO SEM ‘DOR’
Para quem vai à praia, evitar alimentos de produção caseira, como camarão e sanduíches. Prefira alimentos industrializados e embalados. Melhor mesmo, segundo a nutróloga Tamara Mazaracki, é levar seu sanduíche de casa, porque nessa época do ano os casos de intoxicação alimentar aumentam muito. O calor reduz a capacidade digestiva. Quem fica muito tempo em pé em conduções ou no trabalho tem mais propensão a ficar com as pernas inchadas, por reter líquido. Por isso, em épocas de calor, melhor evitar comidas muito salgadas, para não sobrecarregar os rins.Quem quer se prevenir deve ter sempre uma garrafinha de água na bolsa. Ela pode ser substituída por uma fruta que tenha bastante água e ajude na hidratação, como tangerina.

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