segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dengue: mau exemplo dentro do quartel

Unidade onde houve queima de donativos tem porão inundado
Todas as campanhas de combate à dengue repentem, à exaustão, a orientação para eliminar a água acumulada, devido ao risco do surgimento de um novo foco da doença. Embora a cúpula da Saúde do Rio se empenhe com campanhas como a de ontem, reunindo uma multidão no Piscinão de Ramos, os próprios bombeiros, às vezes, dão o mau exemplo. No mesmo quartel de São Cristóvão onde donativos para as vítimas das enchentes foram queimados, há um porão inundado há, pelo menos, algumas semanas.O desrespeito à regra número um de combate aos focos de dengue ocorre dentro do 21º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) — unidade que pertence ao Exército, mas atualmente ocupada pelo Corpo de Bombeiros. “Todos ali dentro sabem que aquela parte está debaixo d’água. Fica aquela água parada ali, um perigo de criar foco de dengue. É incrível que ninguém tome uma providência para limpar aquilo tudo”, diz um bombeiro lotado na unidade.Ontem, O DIA ouviu especialistas para falar sobre os perigos causados pela água parada armazenada num local. Coordenador de Vigilância em Saúde do Estado, Hamilton Garcia explicou: “Desde a tampinha de garrafa até uma calha podem ter foco da dengue. Depósitos ou piscinas abandonadas são os mais propensos para proliferação do mosquito e representam um perigo para sociedade”. Garcia contou ainda que os próprios bombeiros que fiscalizam as denúncias de foco de dengue acabam retornando às mesmas residências ou locais onde vistorias já foram feitas.“Mesmo realizando o Levantamento do Índice Rápido do Aedes (Lira) na cidade, ainda há diversos locais que voltam a ter foco da dengue. Muitos atendimentos são refeitos em períodos curtos. O desafio é conscientizar o morador de que precisa cuidar para não haver possíveis focos novamente”, diz.No site especializado dengue.org.br, o ícone “prevenção” traz a seguinte orientação: “A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença”.

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