sábado, 31 de janeiro de 2009

Pequeno sobrevivente

Nasce saudável bebê que médico estadual deu como morto ainda no útero da mãe. Ela chegou a passar por curetagem
Após perder noites de sono preocupada com a gestação de risco, Alessandra Hércules da Silva, 36 anos, finalmente conseguiu dormir em paz, e o melhor: com o filho nos braços. Declarado morto, em julho, por um médico do Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, Guilherme nasceu saudável e sem seqüelas. Na época, Alessandra chegou a ser submetida a uma curetagem. Aliviada, a mãe de ‘terceira viagem’ pensa apenas em curtir o pequeno.
“É o meu terceiro filho, mas parece ser o primeiro, pois é o centro das atenções. Por tudo o que passou, Guilherme merece todo cuidado. O time está completo”, declara Alessandra, que já é mãe de Tiago, 16, e Alessandro, 11.
A moradora de Campo Grande conta que ficou emocionada ao pegar o filho no colo e constatar que ele nascera perfeito. Com 52 cm e 3,710 kg, Guilherme veio ao mundo no Hospital Central, da Polícia Militar, no Estácio, às 17h20 do último dia 24. Por estar com o cordão umbilical enrolado no pescoço, o menino nasceu de cesariana“Fiz uma ultrassonografia que indicou que estava tudo bem, mas só fiquei tranqüila quando segurei meu filho. Chorei ao ver a carinha gordinha e saudável dele”, disse.
A alegria trazida por Guilherme ajudou Alessandra a superar a via-crucis passada durante a gravidez, considerada de alto risco. Durante os nove meses, ela teve diabetes, hipotensão e até infecção urinária. O pior momento da gestação, porém, aconteceu em julho, quando Alessandra estava com dois meses de gravidez.
Irregularidade
Com sangramento, Alessandra foi levada ao Rocha Faria, onde o médico afirmou que o bebê estava morto e realizou curetagem (raspagem do útero). Desconfiada porque tempos depois a barriga continuava a crescer, ela realizou novo exame que constatou que permanecia grávida. “Enquanto ainda achava que tinha perdido o bebê, voltei a fumar e usei remédio para emagrecer. Por sorte não tomei a vacina de rubéola”, conta a moça, que processou o hospital.
A secretaria estadual de Saúde informou que a sindicância aberta concluiu irregularidades no procedimento médico. Está sendo avaliado o grau de culpa de cada profissional. A investigação acaba em 15 dias.

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