sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Novos médicos chegam no início de março

Os 300 servidores vão reforçar os plantões nos hospitais do Rio
Até o início de março, os 300 profissionais de saúde que o município vai contratar para as emergências do Rio começam a trabalhar. “O objetivo é trocar cooperativados por contratados”, afirmou ontem o secretário de Saúde, Hans Dohmann. Ele garantiu ainda que os profissionais cooperativados com salários atrasados recebem o dinheiro hoje. O anúncio das novas contratações foi motivado pelo fechamento da emergência do Hospital Lourenço Jorge, na Barra, por quase três horas, segunda-feira à noite, devido à falta de médicos. Na ocasião, o prefeito Eduardo Paes afirmou que “faltou vergonha na cara” dos faltosos.O Sindicato dos Médicos informou ontem que dois dos três profissionais, todos estatutários, escalados para o plantão do dia 26 estavam de férias. A única médica disponível era a chefe do plantão, que também exerce funções administrativas, e que solicitou a presença emergencial de dois cooperativados. Eles, porém, teriam avisado, na sexta-feira, que não compareceriam. Segundo o sindicato, nenhuma medida foi tomada pela prefeitura, o que levou ao fechamento da emergência. Em visita ontem ao único posto de saúde da Rocinha, Dohmann disse que ampliará o Programa de Saúde da Família na comunidade. Com isso, acredita que serão “desafogadas” as grandes emergências da Zona Sul, como a do Miguel Couto, no Leblon, e do Rocha Maia, em Botafogo. No posto, Hans Dohmann ouviu da coordenadora da unidade, Maria Helena Carvalho, que há déficit de 16 profissionais e que o local precisa de refomas. Segundo a vereadora Andrea Gouvêa Vieira, que acompanhou o secretário, desde a inauguração do posto, em 1986, nunca houve obras de melhoria.Depois de conhecer as instalações, o secretário de Saúde do município foi até a sede provisória do programa de agentes comunitários e reforçou a idéia de melhorar a atuação do Programa de Saúde da Família.
Melhorias em unidade de São Gonçalo
Em São Gonçalo, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, disse ontem que o Hospital Estadual Alberto Torres vai ganhar um Centro Especializado de Hemodinâmica e Cirurgia Cardíaca e um Centro de Tratamento de Queimados. “O Alberto Torres, com este investimento, será o hospital público com maior número de leitos do Brasil: um total de 74”, disse Côrtes, em visita às obras no CTI. A unidade recebe por dia cerca de 1,5 mil pessoas na emergência e no ambulatório, e é referência em atendimento nos casos de média e alta complexidade.

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