sábado, 31 de janeiro de 2009

Pequeno sobrevivente

Nasce saudável bebê que médico estadual deu como morto ainda no útero da mãe. Ela chegou a passar por curetagem
Após perder noites de sono preocupada com a gestação de risco, Alessandra Hércules da Silva, 36 anos, finalmente conseguiu dormir em paz, e o melhor: com o filho nos braços. Declarado morto, em julho, por um médico do Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, Guilherme nasceu saudável e sem seqüelas. Na época, Alessandra chegou a ser submetida a uma curetagem. Aliviada, a mãe de ‘terceira viagem’ pensa apenas em curtir o pequeno.
“É o meu terceiro filho, mas parece ser o primeiro, pois é o centro das atenções. Por tudo o que passou, Guilherme merece todo cuidado. O time está completo”, declara Alessandra, que já é mãe de Tiago, 16, e Alessandro, 11.
A moradora de Campo Grande conta que ficou emocionada ao pegar o filho no colo e constatar que ele nascera perfeito. Com 52 cm e 3,710 kg, Guilherme veio ao mundo no Hospital Central, da Polícia Militar, no Estácio, às 17h20 do último dia 24. Por estar com o cordão umbilical enrolado no pescoço, o menino nasceu de cesariana“Fiz uma ultrassonografia que indicou que estava tudo bem, mas só fiquei tranqüila quando segurei meu filho. Chorei ao ver a carinha gordinha e saudável dele”, disse.
A alegria trazida por Guilherme ajudou Alessandra a superar a via-crucis passada durante a gravidez, considerada de alto risco. Durante os nove meses, ela teve diabetes, hipotensão e até infecção urinária. O pior momento da gestação, porém, aconteceu em julho, quando Alessandra estava com dois meses de gravidez.
Irregularidade
Com sangramento, Alessandra foi levada ao Rocha Faria, onde o médico afirmou que o bebê estava morto e realizou curetagem (raspagem do útero). Desconfiada porque tempos depois a barriga continuava a crescer, ela realizou novo exame que constatou que permanecia grávida. “Enquanto ainda achava que tinha perdido o bebê, voltei a fumar e usei remédio para emagrecer. Por sorte não tomei a vacina de rubéola”, conta a moça, que processou o hospital.
A secretaria estadual de Saúde informou que a sindicância aberta concluiu irregularidades no procedimento médico. Está sendo avaliado o grau de culpa de cada profissional. A investigação acaba em 15 dias.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Novos médicos chegam no início de março

Os 300 servidores vão reforçar os plantões nos hospitais do Rio
Até o início de março, os 300 profissionais de saúde que o município vai contratar para as emergências do Rio começam a trabalhar. “O objetivo é trocar cooperativados por contratados”, afirmou ontem o secretário de Saúde, Hans Dohmann. Ele garantiu ainda que os profissionais cooperativados com salários atrasados recebem o dinheiro hoje. O anúncio das novas contratações foi motivado pelo fechamento da emergência do Hospital Lourenço Jorge, na Barra, por quase três horas, segunda-feira à noite, devido à falta de médicos. Na ocasião, o prefeito Eduardo Paes afirmou que “faltou vergonha na cara” dos faltosos.O Sindicato dos Médicos informou ontem que dois dos três profissionais, todos estatutários, escalados para o plantão do dia 26 estavam de férias. A única médica disponível era a chefe do plantão, que também exerce funções administrativas, e que solicitou a presença emergencial de dois cooperativados. Eles, porém, teriam avisado, na sexta-feira, que não compareceriam. Segundo o sindicato, nenhuma medida foi tomada pela prefeitura, o que levou ao fechamento da emergência. Em visita ontem ao único posto de saúde da Rocinha, Dohmann disse que ampliará o Programa de Saúde da Família na comunidade. Com isso, acredita que serão “desafogadas” as grandes emergências da Zona Sul, como a do Miguel Couto, no Leblon, e do Rocha Maia, em Botafogo. No posto, Hans Dohmann ouviu da coordenadora da unidade, Maria Helena Carvalho, que há déficit de 16 profissionais e que o local precisa de refomas. Segundo a vereadora Andrea Gouvêa Vieira, que acompanhou o secretário, desde a inauguração do posto, em 1986, nunca houve obras de melhoria.Depois de conhecer as instalações, o secretário de Saúde do município foi até a sede provisória do programa de agentes comunitários e reforçou a idéia de melhorar a atuação do Programa de Saúde da Família.
Melhorias em unidade de São Gonçalo
Em São Gonçalo, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, disse ontem que o Hospital Estadual Alberto Torres vai ganhar um Centro Especializado de Hemodinâmica e Cirurgia Cardíaca e um Centro de Tratamento de Queimados. “O Alberto Torres, com este investimento, será o hospital público com maior número de leitos do Brasil: um total de 74”, disse Côrtes, em visita às obras no CTI. A unidade recebe por dia cerca de 1,5 mil pessoas na emergência e no ambulatório, e é referência em atendimento nos casos de média e alta complexidade.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Após cirurgia de 17 horas, Alencar passará por quimioterapia

O vice-presidente da República, José Alencar, 77 anos, será submetido a uma quimioterapia complementar após se recuperar de uma cirrugia, informaram nesta tarde os médicos Roberto Kalil Filho e Paulo Hoff. Alencar foi submetido à operação de aproximadamente 17 horas, que acabou por volta das 3h desta segunda-feira, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O político teve retirado um tumor abdominal.
"O pós-operatório do vice-presidente ocorre de acordo com o previsto. Ele está na UTI, sedado e as próximas 24 horas serão monitoradas hora a hora", afirmou o cardiologista Roberto Kalil Filho. De acordo com o médico, o quadro cardíaco de Alencar é estável.
Segundo o oncologista Paulo Hoff, a recuperação de Alencar deve ser mais lenta do que nas cirurgias anteriores, pois o trabalho que foi realizado foi mais complexo. Contudo, o médico afirma que o vice-presidente "apresenta uma recuperação excepcional, ele é uma pessoa forte e a sua fisiologia tem um estado muito bom para a sua idade".
Kalil Filho disse que, em um primeiro momento o vice-presidente só receberá as visitas de parentes, mas ainda esta semana serão liberadas outras visitas. De acordo com nota do hospital, o vice-presidente respira por aparelhos e mantém todos os sinais vitais normais, inclusive com bom funcionamento do rim.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Modelo sofre nova cirurgia

Mariana Bridi, que teve mãos e pés amputados, tem hemorragia contida
A modelo capixaba Mariana Bridi, 20 anos, que amputou mãos e pés após infecção urinária, foi submetida a nova cirurgia no Hospital Dório Silva, em Serra (ES). Desta vez, para conter uma hemorragia interna. Segundo parentes, seu estado de saúde, muito grave, teve uma pequena piora por causa da operação, mas ela está lúcida.Blog do site www.marianabridi.com.br, feito por amigos, informa que o estômago da modelo foi retirado para conter a hemorragia, mas a informação não foi confirmada oficialmente. A Secretaria Estadual de Saúde do Espírito Santo não informou a nova cirurgia e não quis comentar a hipótese de o problema ter começado devido a infecção hospitalar, como cogitaram especialistas ouvidos por O DIA. O último boletim dava conta de que o estado de saúde não havia se alterado.Segundo o namorado da modelo, Thiago Simões, 29 anos, os médicos conseguiram conter a hemorragia, mas ontem ela parecia um pouco mais debilitada. Mariana responde a estímulos, mas está sedada e respira com auxílio de aparelhos. “Ela abriu os olhos quando a chamei”, contou Thiago. Campanha por doações de sanguePor causa das cirurgias, a modelo Mariana Bridi precisa de doações de sangue. Seu tipo sanguíneo, ‘O’ negativo, é mais difícil de ser encontrado na sociedade e por isso está sendo feita uma campanha para doações.Na esperança de que ela se recupere, amigos e parentes também tentam arrecadar doações para eventuais próteses para Mariana. O caso causou comoção não só no Espírito Santo, mas também em várias partes do mundo. O site oficial da modelo vem recebendo mensagens de apoio de diversos países. Em sua página no Orkut, há centenas de recados de apoio e solidariedade. Amigos também incentivam as doações sangue pelo site de relacionamento.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ácidos graxos do cérebro podem ser solução para obesidade

Em artigo publicado na revista Nature Neuroscience, os cientistas disseram que um experimento para reduzir os níveis desses ácidos no hipotálamo de ratos de laboratório levou os roedores a comerem mais e a aumentarem de peso. Os pesquisadores ressaltaram que a descoberta sugere que o restabelecimento dos níveis de ácidos graxos no cérebro pode ser um caminho para um tratamento contra a obesidade. Segundo os cientistas, o hipotálamo é o principal regulador cerebral dos hormônios e nutrientes, especialmente a glicose, e regula o consumo de energia e o metabolismo. A solução do problema da obesidade é especialmente importante nos Estados Unidos, onde 60% da população é obesa ou está acima do peso.
O estudo enfocou especialmente uma molécula dos ácidos graxos chamada "malonyl CoA", que seria um dos nutrientes que influi no regulamento do consumo de alimentos realizado pelo hipotálamo. Na pesquisa, os cientistas reduziram o nível da proteína para determinar sua função. O resultado foi um aumento substancial do consumo de alimentos, que teve como resultado uma obesidade que se manteve durante pelo menos quatro meses, disseram. "Demonstramos que a modificação dos níveis de 'malonyl CoA' nessa região do cérebro altera o mecanismo com o qual o hipotálamo controla o peso normal", disse Luciano Rossetti, diretor do Centro de Pesquisa do Diabetes do Colégio Médico. "Determinar uma forma de ajustar os níveis da 'malonyl CoA' no hipotálamo humano pode levar a tratamentos que não só tratarão a obesidade, mas também ajudarão a prevenir o diabetes e outras conseqüências do sobrepeso", concluiu.

Agência EFE

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Dengue: risco de epidemia

Rio
O número de casos de dengue nas duas primeiras semanas deste ano, no município do Rio, foi 99% menor do que o registrado no mesmo período de 2008, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Até 15 de janeiro do ano passado, a secretaria contabilizou 4.058 notificações, contra 32 este ano. Apesar da considerável queda, o secretário Hans Dohmann alerta: nova epidemia não está descartada e a população não deve se acomodar.“A queda nos casos não dá tranqüilidade para nos desarmarmos contra a dengue. Além disso, a explosão de casos no ano passado se deu num momento mais tardio (em março). É fundamental estarmos em alerta e cuidando da cidade. Não descarto a possibilidade de epidemia. Ações contra dengue serão uma preocupação para todo o ano”, disse, durante a posse do novo diretor da Fundação Oswaldo Cruz, Paulo Gadelha, na sede do instituto, ontem.Para o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, é precoce comemorar os baixos números. Ele frisou ainda que é fundamental a população permanecer alerta no combate à doença. “Ainda estamos nas primeiras semanas do ano. O importante é que estamos trabalhando desde outubro, orientando as pessoas para evitar nova epidemia”, disse.De acordo com o epidemiologista da Fiocruz Anthony Érico, o fato de a popuplação estar imune aos tipos 2 e 3 da dengue — circulantes durante a epidemia do último verão — justifica os baixos índices registrados em 2009. Segundo ele, a queda configura um fenômeno natural da doença e não está relacionada a ações governamentais. O especialista alerta, porém, que o cuidado deve continuar para evitar problemas caso o tipo 4 seja introduzido no Rio e o tipo 1 volte a circular na cidade.“Após grande epidemia, fica-se um período sem casos alarmantes, pois o vírus circulante tem dificuldade de encontrar pessoas ainda não infectadas. Não teremos nova epidemia dos tipos 2 e 3 esse ano, mas os cuidados devem continuar. Enquanto houver mosquitos, há risco de epidemia de outros tipos”, explica. Em 2008, foram registrados 127 mil casos na cidade, com 159 mortes.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Saúde mais acessível à baixa renda

Rio
Laboratórios oferecem exames por R$ 3,50 às classes C e D e planos ficam mais baratos,
Depois do varejo e dos bancos oferecerem crédito ampliado para conquistar os clientes de baixa renda, o setor de saúde privada despertou para esse segmento. A última novidade são os laboratórios que têm valores diferenciados para as classes C e D, com exames clínicos a partir de R$ 3,50. Ao pagar pelo serviço mais em conta, o paciente pode fugir das filas e da longa espera no setor público.O serviço mais barato ganha força se aliado a um outro que cresceu nos últimos dois anos: planos de saúde a preços baixos. Um dos fatores que contribuem para essa mudança é o número cada vez maior de hospitais próprios de operadoras de saúde. De 2006 para cá, a lista aumentou de 300 para 500 em todo o País.
Além dos valores mais em conta, a estratégia permite que as empresas ofereçam um atendimento personalizado. Cliente do Memorial Saúde, adepto ao modelo, a auxiliar de governança Nayara Esther, 21 anos, aprova a estratégia que une hospital a plano de saúde: “Vejo esse sistema como vantajoso. Além de pagar menos, ganho tempo por fazer exames no mesmo lugar”.
Os laboratórios Maiolino e Bronstein abriram as suas portas para os clientes que não têm cobertura e não podem pagar caro por um exame de análises clínicas ou opções mais complexas, como ressonância magnética, tomografia computadorizada e mamografia.
Os programas Maiolino Fácil e Bronstein Popular já são responsáveis por cerca de 15% dos atendimentos dos laboratórios. Exame de triglicerídeos, por exemplo, sai a R$ 3,50 e o de glicose, a R$ 3,90, no Maiolino Fácil.
Já o Bronstein Popular conta com 30 unidades que oferecem todos os tipos de exames por valores mais acessíveis, desde a área de imagem e métodos gráficos (como tomografia e mamografia), até a dos exames de análises clínicas. A empresa pretende, segundo a Gestora do Bronstein, Fabiana Barini, aumentar o número de unidades até março. O Bronstein Popular está presente nos principais bairros das zonas Oeste e Norte, no Centro e na Baixada.
No Rio, o laboratório Maiolino é administrado pela NKB, uma unidade de negócios do Grupo Fleury. O diretor da NKB, Cláudio Pereira, garante que os exames de análises clínicas participantes do programa Maiolino Fácil têm a mesma qualidade dos demais oferecidos pela rede. “A entrega dos resultados também respeita o mesmo prazo dos planos particulares”, explica.
Pacientes interessados no Bronstein Popular devem ligar para a central de atendimento (2227-8080). Quem optar pelo Maiolino Fácil pode entrar em contato pelo telefone 3003-0340.
Nos dois laboratórios, basta chegar ao local indicado de atendimento com a guia de exame e apresentar um documento de identidade.
TRATAMENTO SEM LIMITES

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Após divórcio, homem pede rim de volta à ex-mulher

Estados Unidos
Um americano que doou um rim para salvar a vida da sua então companheira está pedindo o órgão de volta após a separação do casal. Segundo o jornal britânico The Mirror, a mulher pediu divórcio por ter se apaixonado pelo seu médico durante a recuperação.
"Eu salvei a vida dela. Mas a dor é insuportável, abriu um buraco no meu coração", disse Richard Batista, 49 anos, que é cirurgião. Segundo ele, Dawnell, 44 anos, sua ex-mulher, chegou com os papéis do divórcio quando ele operava um paciente.
Eles eram casados desde 1990 e têm três fihos. Richard disse que ele pediu o rim de volta porque ela não estaria o deixando ver as crianças. Dizendo aceitar dinheiro em vez do órgão, Richard, no entanto, afirma que fez o certo. "Hoje eu faria de novo".
As informações são do Terra

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Descubra 10 mitos médicos que muita gente ainda acredita

O British Medical Journal trouxe uma matéria assinada por dois médicos americanos, Rachel Vreeman e Aaron Carroll, sobre os chamados "mitos médicos". O objetivo é buscar a verdade científica. Um dos exemplos é que comer à noite engorda mais: não é verdade, as calorias que consumimos vão engordar independente da hora em que as ingerimos. Eis outros exemplos, tirados do British Medical Journal:
1. Açúcar causa hiperatividade em crianças: independentemente do que os pais possam acreditar, o açúcar não pode ser responsabilizado pela perda de controle deles sobre os filhos", afirmaram os médicos Rachel Vreeman e Aaron Carroll , explicando que nenhum estudo, até hoje, mostrou algum papel do açúcar nos distúrbios comportamentais.
2. Há mais suicídios nos feriados: "Feriados podem fazer surgir o pior de nós", comentaram Vreeman e Carroll, mas isso não é o suficiente para fazer ninguém se matar, mesmo nos meses de muito frio, quando ninguém sai de casa. Ao contrário: pesquisas assinalam que há mais suicídios nos meses onde se faz mais calor.
3. Manter a cabeça desprotegida faz o corpo perder calor: todo mundo adere ao uso do gorro ou do chapéu quando começa a esfriar a temperatura. No entanto, estudos mostram que o corpo não perde calor só porque a cabeça está eventualmente desprotegida. "Qualquer parte descoberta do corpo perde calor" de maneira proporcional, afirmam os médicos. "Assim, se estiver frio lá fora, deve-se proteger o corpo. Se você quiser manter sua cabeça coberta, é problema seu."
4. Comer à noite engorda mais: Diz a lenda que, para evitar ganho de peso, é preciso comer menos à noite. Mas isso não faz diferença. "As pessoas ganham peso porque consomem mais calorias do que queimam", argumentam os médicos.
5. É possível curar ressaca: "A ressaca é causada pelo consumo excessivo de álcool. Assim, o modo mais efetivo de evitar a ressaca é consumir álcool com moderação, ou nem consumi-lo." Resultado: não há nada no campo da medicina que faça a ressaca desaparecer, a não ser esperar o efeito do álcool passar ou esperar que ele seja todo eliminado.
6. Deve-se beber ao menos oito copos de água por dia: "Estudos sugerem que é possível atender à necessidade de líquidos por meio de uma típica dieta de consumo de sucos, leite e mesmo café", afirmam os médicos. "Em contrapartida, beber água demais pode ser perigoso - pode até matar."
7. Usamos apenas 10% do nosso cérebro: "Nenhuma área do cérebro fica completamente silenciosa ou inativa." Pesquisas comprovam que as pessoas usam muito mais do que 10% da capacidade cerebral, segundo os médicos. Este é um mito antigo, "propagado por múltiplas fontes que defendem o poder da auto-ajuda e do desenvolvimento de habilidades latentes".
8. Depois de morrermos, cabelo e unhas continuam a crescer: imagine que mórbido seria se isto fosse verdade. O antropólogo forense William Maples garante que a ideia é um mito, mas admite uma base biológica para ele. Como o perito e muitos dermatologistas explicam, a desidratação do corpo pode provocar um recuo da pele, criando a aparência de que cabelo e unhas estão mais compridos.
9. Ler com pouca luz pode prejudicar os olhos: mais um mito que não corresponde à realidade. De fato, ler num ambiente com pouca luz, submete a visão a um esforço maior, faz secar a córnea e causa desconforto ocular. Mas os efeitos não são permanentes e nem a função nem a estrutura dos olhos são afetados por esta atitude.
10. Raspar o pêlo faz com que ele cresça mais rápido, mais grosso e mais escuro: a terminação do cabelo (e do pêlo) raspado não tem a mesma suavidade do não-raspado, podendo criar a ilusão de que é mais grosso e se o novo cabelo que cresceu parece mais escuro, isto pode dever-se ao fato de não ter estado ainda exposto ao sol e aos químicos existentes no meio ambiente. O estudo mais antigo a negar a ligação entre cortar cabelo e o ritmo do seu crescimento é de 1928.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Sindicância investiga caso de bebê dado como morto

Uma sindicância aberta pelo Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, na zona leste de São Paulo, vai apurar o caso do bebê nascido na unidade na última sexta-feira e diagnosticado equivocadamente como morto. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o resultado das investigações devem ser concluídos em aproximadamente 45 dias.
Na sexta-feira, exames clínicos realizados pela equipe médica após o parto não constataram nenhum sinal vital na recém-nascida, que acabou sendo encaminhada a uma sala isolada do centro obstétrico.
O bebê, do sexo feminino, nasceu prematuro, com 25 semanas de gestação e pesando cerca de 700 gramas. Neste momento, segundo a secretaria, encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do hospital, respirando por aparelhos e recebendo todos os cuidados necessários. Seu estado de saúde é grave, porém estável.
O caso será reportado ao Conselho Regional de Medicina (CRM), instância responsável por eventuais punições aplicadas em caso de erro médico.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Quilos que vão, quilos que voltam

Efeito sanfona’ ameaça não apenas a beleza, mas a saúde.
Reeducação alimentar é a solução !
O número de pessoas acima do peso vem crescendo. Em 1980, segundo dados do Ministério da Saúde, 12% dos brasileiros estavam de gordinhos a obesos. Hoje, são 24%. E certamente muitos já passaram pela frustrante experiência de chegar ao peso ideal, com dieta e exercício, mas voltar a engordar. O famoso ‘efeito sanfona’, ou ‘iô-iô’, muito mais do que problema estético, pode levar a doenças graves, como diabetes tipo 2 e hipertensão.“O efeito sanfona ocorre porque as pessoas realizam longos períodos de jejum para emagrecer. Mas ninguém consegue resistir por muito tempo, e volta a comer em dobro para saciar aquela fome exacerbada que criou”, explica o endocrinologista Tércio Rocha. Ou seja, o efeito sanfona é uma espécie de ‘vingança’ de um organismo submetido a dieta rigorosa. Daí a necessidade de se seguir um programa alimentar que inclua refeições a cada três horas, leves e saudáveis, para manter sempre a fome sob controle — a famosa reeducação alimentar. “Trabalhando melhor a causa psicológica da saciedade, podemos definir uma linha de tratamento com reeducação alimentar gradual e até o auxílio de antidepressivos, se for preciso”, diz o especialista. A nutricionista da academia Contours, Daniele Ferreira, conta que são comuns os casos de efeito sanfona. “Uma vez não se alimentando regularmente, o organismo se manifesta na tentativa de preservar o estoque de energia. Com isso, o gasto de energia fica cada vez menor. Quando voltamos a comer, ficamos mais propícios a ganhar peso com a desaceleração da queima de gordura”, explica Daniele.Tércio ressalta que esse ‘vaivém’ na balança também causa estresse nas funções do pâncreas. “O organismo fica desregulado, estimulando grande produção de insulina, que logo é disparada no sangue. Por fim, o fígado desenvolve resistência à insulina, que é o primeiro passo para o desenvolvimento de diabetes tipo 2”.Depois de várias tentativas de rápido emagrecimento, sem sucesso, a agente de viagens Aline Gomes conseguiu perder gradativamente 18 kg em 7 meses. Para isso, buscou orientação de nutricionista e passou a malhar diariamente. “Após a gravidez engordei 22kg, mas com muita disciplina superei essa fase e até consegui promover reeducação alimentar dentro de casa. Com as novas receitas saudáveis, até meu marido já perdeu 4 kg”, sorri. Aline acaba de comemorar seus 30 anos. No bolo, havia uma boneca gordinha e outra magrinha. “Meus antes e depois”, brinca.Coma devagar e seja alegreA atriz Fabíula Nascimento, que teve que engordar 7 kg para interpretar uma “gordinha sexy e gulosa” no filme ‘Estômago’, do diretor Marcos Jorge, defende a atitude de tentar emagrecer de forma mais lenta, aprendendo a se alimentar melhor. “Para perder esses quilinhos a mais, precisei de um ano de reeducação alimentar, malhação e corrida”, revela a atriz, que chegou a comer 18 coxinhas de galinha para realizar uma cena do filme.Especialista em vida saudável, Gillian McKeith, autora do recentemente lançado ‘Você e sua Dieta – A Bíblia da Alimentação’ (editora Campus-Elsevier), revela que alguns cuidados simples promovem o bem-estar, como fazer boa digestão, comendo devagar; controlar o nível de açúcar no sangue e até manter o bom- humor para ter mais imunidade.Muitas vezes a sociedade condena os “gordinhos” por acreditar que eles não perdem peso por falta de disciplina. Mas uma linha de especialistas crê que pode haver uma causa genética relacionada à obesidade. Um grupo de pesquisadores europeus e norte-americanos descobriu seis variações genéticas associadas ao ganho excessivo de peso. Pessoas portadoras dessas características genéticas têm índice de massa corporal (IMC) aumentado. O estudo avaliou o perfil genético de mais de 90 mil pessoas de origem européia. E o que chamou a atenção foi o fato de as mutações genéticas alterarem as funções cerebrais ligadas à saciedade e à quantidade de alimentos ingeridos.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Vaidade que faz mal à saúde

Especialistas alertam para o perigo das cirurgias de retirada de costelas para afinar a cintura
Em nome da vaidade, algumas mulheres estão se submetendo à retirada de costelas para para afinar a cintura, mas especialistas condenam a técnica, considerada perigosa para a saúde. A mais recente adepta do procedimento foi a sobrinha da cantora Gretchen, Carol Miranda, que realizou a cirurgia dia 23, em São Paulo. Poucos médicos brasileiros fazem este tipo de remoção para valorizar as curvas. No México, como a cintura fina é uma marca das modelos e atrizes, a procura pela cirurgia é maior. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica não recomenda o procedimento.O cirurgião plástico Antônio Américo dos Santos explica que as costelas servem para proteger os órgãos internos do corpo. “Em caso de acidente ou queda, a pessoa operada estará com a região torácica desprotegida e poderá sofrer danos graves nos órgãos, especialmente nos pulmões. Não vejo benefício nenhum neste tipo de cirurgia com finalidade estética”, critica. O ortopedista João Matheus Guimarães discorda que haja maior risco de trauma para os órgãos, mas ainda assim desaprova o procedimento. “As costelas funcionam como uma grade, chamada de gradil costal. A retirada de uma ou duas faz com que as demais se rearrumem, não tornando vulnerável a parte interna do corpo. No entanto, a remoção deve ser feita apenas em casos graves, como deformidades”. Para o cirurgião Marcos Badim, os resultados estéticos são pequenos e não justificam o risco. Ele ressalta que a cirurgia é muito agressiva, pois mexe com a estrutura óssea e com muitas terminações nervosas, podendo perfurar o abdômen e a pleura (membrana que envolve os pulmões). “No caso de uma cirurgia dessas, há pouca alteração visual para tanto sofrimento”, diz.Funkeira também foi operadaEntre as famosas, a cirurgia também divide opiniões.
A funkeira Tati Quebra-Barraco optou por retirar as costelas na tentativa de ficar mais magra. “Já fiz 16 plásticas e não me arrependo. Não senti mudança alguma no meu corpo, fiquei mais bonita”, opina a cantora, que planeja fazer lipoescutura e uma correção no nariz em março. No mesmo time está a modelo Sheyla Almeida, que além de tirar as costelas é dona da maior próteses mamária de silicone da América do Sul, com 5,5 litros em cada seio.Já a modelo e rainha de bateria do Salgueiro, Viviane Araújo, prefere a malhação ao bisturi. “Eu já fiz três cirurgias, mas não entraria nessa de tirar costela. Não critico quem faça, mas prefiro malhar. Acho que a pessoa deve buscar a forma que quer, mas há limite”.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Estresse antes da concepção adianta parto

Uma pesquisa realizada com base em dados de mulheres que deram à luz uma criança viva na Dinamarca de 1979 a 2002, o que equivale a 1,35 milhão de mães, mostrou que o estresse severo até seis meses antes da concepção pode levar a um parto prematuro. Situação de estresse na família é uma das principais causas para parto prematuro Pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, constataram que problemas importantes com algum parente próximo aumentaram o risco de parto prematuro em 16%. Problemas sérios com o filho mais velho aumentaram as chances de nascimento até 37 semanas de gestação em 23% e de parto antes da 33ª semana em 59%. "Definimos estresse como morte ou doença séria em um parente próximo. Esses eventos são objetivos e puderam ser extraídos dos registros dinamarqueses com precisão. Mas outros estressores, como trabalho e problemas financeiros, podem ter efeitos semelhantes, mas são mais difíceis de medir em nível populacional", disse à Folha Ali Kashan, responsável pela pesquisa.
Há poucos estudos que trazem essa relação, de acordo com especialistas. "Um trabalho científico [relacionando estresse antes da concepção e prematuridade] é algo novo, mas o tema está muito em alta porque, apesar do aumento da qualidade do pré-natal, o número de prematuros aumentou em diversos países --o estresse é um dos fatores. Estresse com marido e familiares, gravidez indesejada e agressão física também têm sido relacionados à gravidez pré-termo", diz Ricardo de Carvalho Cavalli, professor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto. Para o ginecologista Roberto Bittar, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e da comissão científica da Sogesp (Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo), o trabalho é relevante. "A amostra é grande e isso é importante em ciência". No entanto, ele acredita que outras causas também possam ter contribuído para os partos prematuros entre as mulheres estudadas. "Na metodologia, não foram afastadas as outras causas de parto prematuro, então fica muito difícil afirmar que os partos ocorreram [prematuramente] por um estresse preconcepção". Mesmo assim, é possível dizer que o estresse pouco antes de engravidar e nos dois primeiros trimestres de gravidez pode aumentar as chances de prematuridade --e também de abortamento e pré-eclampsia. "Ainda estamos estudando, mas há indícios de que o estresse libera substâncias que provavelmente causariam contrações uterinas e parto antes da hora e pressão alta na gravidez", diz Cavalli. Hipótese semelhante têm os pesquisadores do estudo. Para eles, o estresse causado por eventos severos pode aumentar a liberação do hormônio corticotropina e aumentar a produção de cortisol. "Fatores estressantes severos próximos ao tempo de concepção podem alterar os níveis de cortisol maternos e a produção de corticotropina, que regula ovulação, implantação e placentação [formação da placenta]. Também foi observada, em mulheres que pariram prematuramente, elevação precoce de corticotropina na placenta", afirmou Kashan. Preparar-se para a gravidez é importante para evitar o estresse, dizem especialistas Para minimizar riscos, é importante planejar a gravidez com atenção. "O grosso da população não tem idéia de que tem de passar no obstetra para avaliar se é o melhor momento para ter um filho. Na consulta preconcepcional, é pedido um histórico da atividade profissional da mulher. É muito importante dizer à mulher que deve resolver os problemas no casamento e no emprego antes. Não dá para querer engravidar no meio de uma crise", aconselha Bittar. Buscar melhor qualidade de vida ajuda a evitar não somente a prematuridade como outros problemas da gravidez. "Estar bem dentro de casa é um dos tratamentos contra nascimento prematuro e até contra abortos de repetição. Há mulheres que sofreram mais de dois abortos, fizeram vários exames e nenhuma causa foi encontrada. Qual é o tratamento? Viver bem, diminuir as causas do estresse", diz Cavalli. A preparação que deve ocorrer antes da gravidez também aborda outras questões que influenciam na gestação, como alimentação, tratamento de uma eventual doença sexualmente transmissível, controle de peso, de diabetes e de pressão arterial. "Tudo isso influencia a gravidez. A pessoa deve ser vista como um todo. Se fosse feito um acompanhamento geral, teríamos muito menos complicações hoje", diz Bittar. Fonte:
Folha Online