segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Hospital de Campanha atenderá demanda encaminhada por hospitais ou postos

Florianópolis - A secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, que acompanhou nesta segunda-feira a abertura do Hospital de Campanha da Força Aérea Brasileira, instalado no trevo Itajaí-Ilhota, no entrocamento da BR-101 com a Rodovia Jorge Lacerda, faz um apelo às populações atingidas pela enchente: que continuem procurando as unidades de saúde de suas cidades, como de costume. “São os postos de Saúde, os hospitais e as equipes de resgate que vão encaminhar os pacientes ao Hospital de Campanha, já que o atendimento ali é referendado, ou seja, prioriza quem já se submeteu à triagem realizada por um profissional de Saúde”, destaca. “Também não estamos oferecendo vacinação em massa, pois não existe imunização contra a leptospirose”, explica a secretária Carmen.
A opção de atendimento à demanda referenciada por um profissional de Saúde se deve à estatística de que, em média, 60% dos pacientes que procuram as Emergências dos hospitais não se enquadram neste perfil, mas no de condutas clínicas. “Se a triagem nos hospitais encaminhar os casos menos graves para o Hospital de Campanha, vamos otimizar a estrutura das Emergências, agilizando os atendimentos”, avalia a secretária, que fez questão de instituir equipes volantes atuando junto aos abrigos com vítimas da enchete, para investigar, em especial, casos suspeitos de doenças infecto-contagiosas, como a hepatites A, a leptospirose e a febre tifóide.
Esta é a primeira vez que um Hospital de Campanha é instalado em Santa Catarina, e além de toda a estrutura armada em terra, a Força Aérea Brasileira enviou a Navegantes equipes com helicópteros e aeronaves que estão auxiliando no transporte de pacientes. Cerca de 100 militares, dos quais 37 são médicos especialistas, estão trabalhando no Hospital de Campanha, que tem capacidade para atender até 400 pacientes por dia, e que permanece no Estado enquanto houver demanda para este serviço.

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