segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Rocha Faria rejeita outra grávida

Jovem em trabalho de parto foi orientada a procurar outro hospital em Meriti, apesar de a maternidade ter leitos vagos
Rio - Vinte dias depois de ter sido inaugurada pelo governador Sérgio Cabral, a maternidade do Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, continua falhando no atendimento às gestantes. Ontem, Michele de Lima, 23 anos, já em trabalho de parto, foi aconselhada pela equipe da unidade a procurar outro local quando tentava se internar. Pelo menos outras cinco grávidas não foram atendidas corretamente no Rocha Faria desde que a maternidade começou a funcionar.Segundo a sogra de Michele, Osvaldina Motta Gervásio, uma enfermeira chegou a afirmar que a internação poderia até ocorrer, mas que a gestante teria que ficar em pé, pois não haveria leito disponível. “Fomos mal atendidos. A médica que recebeu a Michele foi muito mal-educada”, disse Osvaldina.
Michele seguiu no carro de amigos para o Hospital Associação de Caridade de São João de Meriti. No trajeto, o veículo quebrou e ela teve que contar com ajuda de desconhecidos para chegar a tempo ao hospital. Lá, a pequena Larrisa, de 3 kg, nasceu de cesariana. O bebê e a mãe passam bem. Michele deverá sair do hospital no dia 30 e pretende passar a virada do ano abraçada com a filha.
O pai, Carlos Alexandre de Lima, quer processar o hospital. “Minha mulher ficou nervosa e teve hemorragia. Achei descaso o hospital não atendê-la. É preciso ter mais responsabilidade”, critica.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que a unidade tem nove leitos e que sete estavam ocupados. Também foi informado que o diretor do Rocha Faria, Carlos Eduardo Coelho, vai apurar o caso e que haverá punições se ficar comprovado que as orientações do hospital — atendimento humano, acolhimento na sala de pré-parto e transferência em ambulância do Samu em caso de lotação — não tiverem sido cumpridas.
DIRETOR EXONERADO E FALTA DE ANESTESISTAS
Os problemas da recém-inaugurada maternidade do Hospital Estadual Rocha Faria já custaram o cargo do ex-diretor da unidade Maurício da Fonseca, exonerado no dia 12. Dia 10, Bruna Pereira Rondon, 20 anos, só foi atendida depois que um PM interveio, quando sua bolsa d’água já havia estourado. Na véspera, a garçonete Patrícia Nascimento Araújo, 24 anos, passou pelo mesmo problema.
No mesmo dia da saída de Maurício, pelo menos três grávidas que queriam dar à luz na unidade tiveram que ir embora, devido à falta de anestesistas. Duas tiveram os filhos horas depois, no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Entenda a ressaca e outros sobressaltos de fim de ano

É tempo de ressaca. E não estamos falando de previsões meteorológicas que parecem estar fora do habitual e sim do que comumente acontece nesses tempos de festas e exageros. Com certeza muitas confraternizações e festas estão programadas para os próximos dias com ampla oferta de álcool.
A ressaca é como o leigo costuma se referir aos efeitos indesejados do excesso de álcool sobre o nosso corpo, principalmente sobre o aparelho digestivo e o cérebro.
De uma vez por todas, vamos deixar de culpar o fígado, que quase sempre leva a culpa pelos sintomas, quando na verdade quem foi mais afetado pelo álcool e pelos excessos alimentares foi o estômago.
O álcool é um potente irritante da mucosa gástrica e pode causar de forma variável dor e náuseas após sua ingestão exagerada.
Após entendermos que o fígado não é o culpado, vamos desmascarar outro mito, o de que existem medicamentos capazes de proteger o fígado dos excessos e evitar os sintomas da ressaca.
Os ditos hepatoprotetores são na maioria das vezes uma associação de analgésicos e digestivos, e até mesmo de estimulantes, que podem diminuir os sintomas, porém muitas vezes agravar a irritação do estômago.
O segredo, se é que existe algum segredo para evitar a ressaca, primeiro é não exagerar na bebida: a sensibilidade ao álcool é individual, variando para cada um de nós. Tomar uma boa quantidade de água, enquanto estiver bebendo, pode ajudar. A alimentação deve ser baseada em alimentos leves e de fácil digestão.
Vamos então a algumas dicas para enfrentar esses dias repletos de eventos culminando com a noite de Natal.
Como encarar as mesas de Natal com tantas coisas gostosas sem perder a linha?
Primeiro, não tente enganar seu corpo “pulando” refeições ou comendo muito pouco durante o dia para contrabalançar uma festa; chegar a uma festa com fome é igual a comer demais.
Não precisamos comer de tudo que estiver oferecido e muito menos comer muito de tudo. Coloque pequenas porções em seu prato e principalmente se afaste da mesa para diminuir a tentação.
Como estamos no verão e as temperaturas andam altas, cuidado com alimentos preparados com antecedência e que não tenham sido armazenados de forma adequada.
Não mude sua rotina, principalmente mantenha as atividades físicas regulares, pois as calorias a mais podem ser queimadas evitando o ganho de peso comum nessa época do ano.
Fonte: G1

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Uso excessivo de analgésicos pode levar a ainda mais dores de cabeça, alertam especialistas

As dores de cabeça causadas por uso excessivo de medicamentos para dor (analgésicos) são um problema global cada vez mais comum, que merece mais pesquisas e atenção de médicos e pacientes, segundo estudo publicado na edição de novembro da revista especializada Cephalalgia. Os pesquisadores analisaram diversos estudos que exploram a incidência das dores de cabeça por abuso de analgésicos em oito países diferentes. E destacaram que esse tipo de cefaléia atinge cerca de 1% da população adulta e 0,5% das crianças mundialmente. “As cefaléias causadas por abuso de medicamentos é associado com incapacidade grave, necessidades de tratamento não satisfeitas e poucos dados clínicos para sustentar as estratégias atuais de controle”, escreveu o neurologista David W. Dodick, especialista da Mayo Clinic e líder do estudo. O especialista explica que essas cefaléias são induzidas por uso indevido de medicamentos, e ocorrem diariamente ou quase diariamente, desenvolvendo-se ao longo do tempo. É criada a tolerância ao medicamento e, então, “quando o paciente tenta descontinuar a medicação, podem ocorrer difíceis sintomas de abstinência”. E o uso excessivo de alguns medicamentos pode levar dores diárias similares à enxaqueca ou ao aumento da freqüência das enxaquecas. Há a idéia de que o problema ocorra quando pacientes com dor severa exageram na busca por um alívio, usando remédios em excesso para dar conta das atividades diárias. A condição pode começar com uma dor de cabeça severa ao acordar e ser acompanhada de náusea, ansiedade, esquecimento e irritabilidade. Os autores acreditam que, se não tratadas, essas dores podem representar um problema maior do que a enxaqueca. De acordo com os especialistas, alguns médicos preferem prescrever o uso de remédios para enxaqueca, enquanto tentam descontinuar o uso diário de analgésicos pelo paciente. E destacam que “os médicos precisam estar vigilantes sobre qual medicação prescreve para enxaqueca e outros tipos de cefaléia, e quais os medicamentos sem prescrição os pacientes estão tomando”. Isso porque, para eles, a principal estratégia de prevenção seria a comunicação médico-paciente, além do cuidado com sintomas de abstinência. Os mecanismos da doença ainda não estão claros assim como quais pessoas são mais propensas a desenvolver a condição, por isso mais estudos seriam necessários para um melhor entendimento da doença e para o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção e tratamento.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Cérebro ajusta-se para compensar perda de visão

Degeneração macular
Um estudo feito na Universidade de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, mostrou que, quando pacientes com degeneração macular passam a focalizar imagens em outra parte da retina, para tentar compensar a perda da visão central, seus cérebros aparentemente lidam com a mudança por meio da reorganização de conexões neurais.A degeneração macular relacionada à idade é uma doença da mácula, região no centro da retina na qual a acuidade visual é máxima. Grave e irreversível, é a principal causa de cegueira em idosos. As conclusões do novo estudo serão publicados na edição de dezembro da revista Restorative Neurology and Neuroscience.
Reorganização do cérebro pelo comportamento
"Nossos resultados indicam que o comportamento do paciente é crítico para fazer com que o cérebro se reorganize em resposta à doença. Não é suficiente perder estímulos em uma região cerebral para que essa região se reorganize: a mudança no comportamento do paciente também é muito importante", disse Eric Schumacher, professor da Escola de Psicologia da Universidade Técnica da Geórgia, um dos autores do estudo.Segundo o pesquisador, as mudanças comportamentais ocorrem quando os pacientes passam a compensar a perda da visão central pela focalização em outras partes do campo visual.
Focalizando outros alvos
Trabalhos anteriores apontaram resultados conflitantes. Alguns sugeriram que o córtex visual primário, a primeira parte do córtex a receber informação visual dos olhos, é capaz de se reorganizar. Outros apontaram que tal reorganização não ocorre.No novo estudo, os autores procuraram analisar como o uso de outras áreas além do campo visual central, conhecidas como localizações preferenciais da retina, estaria relacionado à reorganização do córtex visual.A 13 voluntários foi apresentada uma série de testes, idealizada de modo a estimular visualmente as regiões periféricas. Por meio da medição da atividade cerebral com ressonância magnética, os cientistas verificaram que houve um aumento na atividade nas mesmas áreas do córtex visual que são normalmente ativadas quando pessoas saudáveis focalizam objetos com seu campo visual central.As partes do córtex visual que processavam informações do campo central em pacientes com visão normal foram reprogramadas de modo a processar informações de outras partes do olho. Mais precisamente, partes que portadores de degeneração macular usam no lugar das áreas visuais centrais.Na próxima fase do estudo, os pesquisadores tentarão identificar qual é o tempo necessário para a reorganização cerebral e se ela pode ser induzida por meio de treinamento.Agência Fapesp
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Chefes ruins causam problemas cardiovasculares em empregados

Um chefe ruim faz mal ao coração. E não pense no sentido figurado. Uma equipe de cientistas suecos assegura que ter um patrão arrogante, ansioso, irritante, exasperado - entre outros defeitos -, aumenta a possibilidade do empregado sofrer um problema cardiovascular.
A conclusão se baseou em um estudo realizado em mais de três mil empregados homens da zona metropolitana de Estocolmo. Durante uma década, os cientistas estudaram a experiência profissional de cada participante, analisando como se sentiam em seus ambientes de trabalho, entre outras variáveis.
Por meio de um questionário, os indivíduos deviam definir as atitudes dos chefes – se tinham boa comunicação com a equipe, deixavam claro os objetivos, sabiam se adaptar a situações adversas, etc.
Em paralelo, os pesquisadores controlaram se os participantes sofriam algum problema de saúde, prestando especial atenção na existência de cardiopatia isquêmica, um transtorno produzido quando o fluxo sanguíneo que chega ao coração não suficiente (quando esta interrupção é duradoura acontece um infarto).
Ao analisar os dados, os pesquisadores comprovaram que havia mais casos de problemas cardiovasculares entre aqueles que manifestaram sofrer com chefe ruim. “A associação fica mais clara quando se leva em consideração o tempo de trabalho em um mesmo lugar, o que sugere um efeito acumulativo”, explicaram os autores do trabalho publicado no jornal acadêmico Occupational and Environmental Medicine.
Apesar dos cientistas não conseguirem deixar claro as possíveis causas desta relação, eles sugerem que a chave de todos os problemas pode estar no estresse sofrido por empregados submetidos a gestores pouco adequados ao cargo, um fator que em outras ocasiões foi constatado altamente capaz na elevação de riscos ao coração.
Fonte: COREN

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Perfurocortantes com dispositivo de segurança serão obrigatórios em dois anos

O Ministério do Trabalho e Emprego publicou, no último dia 19 de novembro, o cronograma para implementação de perfurocortantes com dispositivo de segurança, previsto no item 32.2.4.16 da Norma Regulamentadora 32 (NR-32).
A Portaria GM nº 939, de 18 de novembro de 2008, institui, a partir da data da publicação, prazo de seis meses para divulgação e treinamento, e mais dezoito meses, após este prazo, para implementação e adaptação de mercado. Os empregadores têm, portanto, vinte e quatro meses, a contar a partir de19 de novembro de 2008, para substituir seus materiais perfurocortantes.
A mesma portaria aprova e acrescenta dois subitens à NR-32, que passam a vigorar de acordo com os prazos do cronograma. São eles:
“32.2.4.16.1 – As empresas que produzem ou comercializam materiais perfurocortantes devem disponibilizar, para os trabalhadores dos serviços de saúde, capacitação sobre a correta utilização do dispositivo de segurança;32.2.4.16.2 – O empregador deve assegurar, aos trabalhadores dos serviços de saúde, a capacitação prevista no subitem 32.2.4.16.1.”
A NR-32, publicada em 16 de novembro de 2005, através da Portaria GM nº 485, de 11 de novembro de 2005, foi pensada e elaborada para proteger a integridade física dos profissionais que trabalham em serviços de saúde.
Fonte: COREN

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Hospital de Campanha atenderá demanda encaminhada por hospitais ou postos

Florianópolis - A secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, que acompanhou nesta segunda-feira a abertura do Hospital de Campanha da Força Aérea Brasileira, instalado no trevo Itajaí-Ilhota, no entrocamento da BR-101 com a Rodovia Jorge Lacerda, faz um apelo às populações atingidas pela enchente: que continuem procurando as unidades de saúde de suas cidades, como de costume. “São os postos de Saúde, os hospitais e as equipes de resgate que vão encaminhar os pacientes ao Hospital de Campanha, já que o atendimento ali é referendado, ou seja, prioriza quem já se submeteu à triagem realizada por um profissional de Saúde”, destaca. “Também não estamos oferecendo vacinação em massa, pois não existe imunização contra a leptospirose”, explica a secretária Carmen.
A opção de atendimento à demanda referenciada por um profissional de Saúde se deve à estatística de que, em média, 60% dos pacientes que procuram as Emergências dos hospitais não se enquadram neste perfil, mas no de condutas clínicas. “Se a triagem nos hospitais encaminhar os casos menos graves para o Hospital de Campanha, vamos otimizar a estrutura das Emergências, agilizando os atendimentos”, avalia a secretária, que fez questão de instituir equipes volantes atuando junto aos abrigos com vítimas da enchete, para investigar, em especial, casos suspeitos de doenças infecto-contagiosas, como a hepatites A, a leptospirose e a febre tifóide.
Esta é a primeira vez que um Hospital de Campanha é instalado em Santa Catarina, e além de toda a estrutura armada em terra, a Força Aérea Brasileira enviou a Navegantes equipes com helicópteros e aeronaves que estão auxiliando no transporte de pacientes. Cerca de 100 militares, dos quais 37 são médicos especialistas, estão trabalhando no Hospital de Campanha, que tem capacidade para atender até 400 pacientes por dia, e que permanece no Estado enquanto houver demanda para este serviço.