quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Uma em cada quatro crianças nascidas no Brasil é filha de adolescentes

Acesso a anticoncepcionais e ao sistema de saúde, além de esclarecimentos por parte dos educadores, podem ajudar a reduzir os índices
Cerca de 25% das crianças que nascem no Brasil são filhas de menores de 20 anos, mas nem sempre a gravidez nessa faixa etária é considerada algo tão ruim. A afirmação é da ginecologista da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Luiza Cromack.
Segundo Luiza, ao analisar índices de gravidez na adolescência é preciso ter cuidado e entender em que contexto essa gestação ocorre. Ela explicou que a maioria das adolescentes que engravida tem alguma motivação para isso e nem sempre o fato decorre simplesmente de falta de orientação.
"Nós geralmente olhamos com olhar de adulto para essa gravidez e elas têm o olhar delas sobre isso. Muitas vezes são filhas de mães que tiveram filhos na adolescência e na família delas isso é um modelo que elas vão seguir inconscientemente".
Luiza ressaltou que a gravidez na adolescência muitas vezes ocorre porque as meninas têm o desejo de estar com o parceiro, o que não é permitido pelos pais e a partir da gravidez esse relacionamento se legitima e passa a ser aceito.
Segundo ela, em outras situações a gravidez é uma forma dos próprios pais se livrarem da filha passando essa responsabilidade para outro homem.
Fonte: COFEN

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