sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Amostra de sangue de grávidas revela doenças genéticas do filho

Pesquisadores conseguiram analisar DNA da criança presente no sangue da mãe.Amostras de sangue de mulheres grávidas podem revelar se a criança que ela gera é portadora de doenças genéticas, segundo uma pesquisa da Universidade Chinesa de Hong Kong.Os pesquisadores afirmaram que a técnica pode identificar fibrose cística, talassemia beta e anemia falciforme. Os únicos exames disponíveis para estas doenças acarretam um alto risco de aborto."Isto resolve o problema que tem confundido pesquisadores nos últimos dez anos, no campo de diagnóstico pré-natal não invasivo", afirmou Dennis Lo, o professor que liderou a pesquisa na universidade em Hong Kong.O novo exame analisa o DNA fetal no sangue da mãe, comparando com o próprio sangue da mulher. CópiasAs pessoas têm duas cópias de cada gene, uma herdada do pai e outra da mãe. Quando elas concebem uma criança, passam para frente uma destas cópias.Muitos casais que querem ter um filho não se lembram ou não sabem que problemas genéticos "recessivos" podem ser uma ameaça que permanece escondida.No caso da fibrose cística, por exemplo, apenas as pessoas que têm duas cópias do gene para a doença vão desenvolver o problema. Mas, se os dois pais carregam um único gene com a doença, existe uma chance de 25% do filho que conceberem herdar de ambos e desenvolver a doença.Pais que suspeitam ou já sabem que têm uma ou duas cópias do gene com a doença podem usar técnicas de fertilização in vitro (IVF, na sigla em inglês) e testar a carga genética de cada um dos pais antes da implantação do embrião no útero, para checar se a criança desenvolveria a doença. PlasmaA descoberta da existência do DNA do feto no plasma (a parte restante do sangue, depois da remoção das células) da mãe, abriu novas possibilidades para o exame.Entre 10% e 15% do DNA no plasma vêm do bebê e o resto pertence à mãe.Cientistas podem então procurar por seqüências de DNA defeituosas que foram passadas a partir do pai.Mas é muito mais difícil detectar seqüências defeituosas passadas pela mãe, pois elas são idênticas ao "quadro de fundo" - as seqüências defeituosas no DNA da própria mãe.A equipe da Universidade Chinesa de Hong Kong pode ter conseguido superar esta dificuldade.Em uma mulher saudável, que não está grávida, mas que é portadora do gene da doença representada pela presença de um gene normal e um gene defeituoso, exatamente metade das seqüências de DNA serão defeituosas e a outra metade não será defeituosa, refletindo a carga genética da mulher.Se ela estiver grávida e se a criança também tiver herdado a mesma carga genética, estas proporções continuarão sendo as mesmas.Mas, se a criança tem duas cópias e está destinada a desenvolver a doença, os números de genes defeituosos na mistura serão levemente mais altos.Segundo os cientistas de Hong Kong, ao usar tecnologia digital para contar estes genes é possível fazer uma avaliação mais precisa.A pesquisa foi publicada na revista americana "Proceedings of the National Academy of Sciences".Da BBC
Fonte: G1

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Menosprezada, doença renal causa grandes estragos

Em fevereiro de 2005, Rita Miller, organizadora de eventos em Chesapeake, Virgínia, se sentia exausta devido ao que ela julgava ser uma gripe. Ela ficou chocada em saber que a persistente pressão alta causou um estrago tão grande no rim que o corpo dela não conseguia mais filtrar toxinas do sangue.
"O médico chegou perto da minha cama e disse: Você têm insuficiência renal – seus rins são como ervilhas secas", lembrou Miller, agora com 65 anos, que não ia ao médico nem media a pressão havia anos.
"O médico disse: Traga sua família aqui agora mesmo", contou ela. "Eles me diziam que eu poderia não sobreviver. Fiquei em estado de choque. Comecei a diálise no dia seguinte".
Miller, que desde então se mudou para Connecticut para ficar com os filhos, era um dos milhões de americanos que ignoram o fato de sofrerem de doença renal crônica, que é causada na maioria dos casos por uma hipertensão incontrolada (como no caso dela) ou diabetes, e geralmente é assintomática até atingir estágios mais avançados.
O número de pessoas com a doença – geralmente abreviada como CKD (do inglês, chronic kidney disease) – tem aumentado em um ritmo significativo, em grande parte devido à crescente obesidade e ao envelhecimento da população.
Fonte: COREN -

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Paciente com aids é curado com transplante de medula óssea

A clínica universitária da Charité de Berlim conseguiu curar de aids um paciente que sofria de leucemia ao qual, intencionalmente, transplantaram a medula de um doador imune ao vírus HIV, em um processo cujos detalhes foram descritos nesta quarta-feira (12) pelo inventor do inovador tratamento, o hematólogo Gero Hütter.A equipe sob cujos cuidados estava o paciente, um americano de 42 anos, pré-selecionou cerca de 80 possíveis doadores de medula em busca de um que fosse imune ao vírus, algo que ocorre com entre 1% e 3% dos europeus.Após fazer mais de 60 exames, a equipe médica encontrou o candidato ideal, que apresentava uma mutação genética natural, conhecida como delta 32 CCR5 e que, se for herdado dos dois pais, imuniza contra a maioria das variantes do vírus.O transplante de medula desse doador conseguiu que o paciente vencesse a leucemia e esteja há quase dois anos sem anticorpos do HIV nem no sangue nem nos órgãos vitais, algo inédito no campo da medicina até agora."Escolhemos esse doador com a esperança de que com o transplante de suas células medulares poderíamos, ao mesmo tempo, eliminar a infecção de HIV", assinalou Hütter.O diretor de medicina clínica de Hematologia e Oncologia do hospital, Eckhard Thiel, assegurou hoje em entrevista coletiva que esse procedimento é um "êxito para a ciência" e um "acontecimento médico", mas afirmou que fica "um longo caminho" para saber se desse tratamento é possível obter uma cura para a aids.Hütter, de 39 anos, contou que conhecia a existência da mutação genética natural, que foi descoberta há mais de dez anos, e decidiu aplicar esses conhecimentos a este paciente concretamente.O homem, que mora em Berlim, foi diagnosticado com HIV há mais de dez anos e estava há três fazendo tratamento contra a leucemia quando os médicos da Charité decidiram submetê-lo ao transplante de medula.
No entanto, o médico quis "minimizar as falsas esperanças" geradas pelo sucesso da operação, que já foi retratada nas revistas especializadas, já que foi obtida em um caso "muito concreto" e durante o tratamento de outra doença grave.
Fonte: Ambiente Brasil

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Todos os remédios vendidos no país terão rastreador a partir de 2009

Os medicamentos vendidos no Brasil sairão de fábrica com um rastreador que permitirá acompanhar toda sua circulação até o consumidor. A medida faz parte de um plano estratégico, acertado ontem entre a indústria farmacêutica e o governo federal, para combater a pirataria de remédios. Estará totalmente implementada em 2010, mas já no próximo ano rastreadores-pilotos começam a funcionar experimentalmente.
A medida faz parte de um plano estratégico, acertado ontem entre a indústria farmacêutica e o governo federal, para combater a pirataria de remédios. Estará totalmente implementada em 2010, mas já no próximo ano rastreadores-pilotos começam a funcionar experimentalmente.
A idéia é desmontar quadrilhas que atuam no setor em megaoperações conjuntas da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) com as Polícias Federal e Rodoviária.
A pirataria causa danos a pacientes, sobretudo mulheres e idosos, e só no ano passado deu um prejuízo de mais de R$ 30 bilhões ao País em sonegação e fraudes. Este ano, a Polícia Rodoviária apreendeu 444,8 mil medicamentos falsos, quase 40% mais do que as 322 mil unidades apreendidas em 2007.
O Brasil é o oitavo mercado de remédios piratas, consumindo entre 5% e 10% da produção mundial, segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa do Ministério da Justiça é que 30% dos medicamentos comercializados no País tenham origem na informalidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: COREN - SP

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Uma em cada quatro crianças nascidas no Brasil é filha de adolescentes

Acesso a anticoncepcionais e ao sistema de saúde, além de esclarecimentos por parte dos educadores, podem ajudar a reduzir os índices
Cerca de 25% das crianças que nascem no Brasil são filhas de menores de 20 anos, mas nem sempre a gravidez nessa faixa etária é considerada algo tão ruim. A afirmação é da ginecologista da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Luiza Cromack.
Segundo Luiza, ao analisar índices de gravidez na adolescência é preciso ter cuidado e entender em que contexto essa gestação ocorre. Ela explicou que a maioria das adolescentes que engravida tem alguma motivação para isso e nem sempre o fato decorre simplesmente de falta de orientação.
"Nós geralmente olhamos com olhar de adulto para essa gravidez e elas têm o olhar delas sobre isso. Muitas vezes são filhas de mães que tiveram filhos na adolescência e na família delas isso é um modelo que elas vão seguir inconscientemente".
Luiza ressaltou que a gravidez na adolescência muitas vezes ocorre porque as meninas têm o desejo de estar com o parceiro, o que não é permitido pelos pais e a partir da gravidez esse relacionamento se legitima e passa a ser aceito.
Segundo ela, em outras situações a gravidez é uma forma dos próprios pais se livrarem da filha passando essa responsabilidade para outro homem.
Fonte: COFEN

sábado, 8 de novembro de 2008

Psiquiatras indicam saídas para superar a depressão

Doença psicológica gera muitas dúvidas entre a populaçãoMuito se fala sobre a depressão, mas nem todo mundo sabe exatamente o que é essa doença.Há confusão entre tristeza e não raro são prescritos medicamentos para quem não precisaria tomar.O site da VIVA MAIS preparou um dossiê, baseado em perguntas das leitoras sobre o assunto, com os psiquiatras Leonardo Gama Filho e Rita Jardim. Veja algumas das informaçõesO que provoca a doença?Há muitas causas. Luto, alterações de sono e apetite, transtorno de humor, esquizofrenia, ansiedade, doenças como mal de Parkinson, uso de drogas lícitas e ilícitas, demências e efeito colateral de remédios são algumas delas.Quais os principais sintomas?Desânimo até para atividades prazerosas, desinteresse geral, cansaço físico e mental, pessimismo, culpa, diminuição do desejo sexual, alterações de sono e apetite. Se tais sintomas durarem mais de duas semanas, busque ajuda.Não ter ânimo é um aviso?Apatia (perda de motivação) é sério sinal da depressão. Mas também pode vir de doenças doloridas física e psiquicamente (como câncer e Aids).Eu me isolo, choro à toa, fico agressiva e penso em morrer. É estresse ou depressão?O estresse pode levar a um quadro de ansiedade patológica, que ajuda a desencadear depressão. Seu caso remete a um transtorno depressivo, mas só o especialista pode diagnosticar e tratar.Pode ser fuga da realidade?Ficar deprimida não é mera tristeza, “fossa”, ou fuga da realidade. É uma doença grave, que afeta muito a forma como a pessoa se sente em relação a si mesma e exige cuidados.Ocorre em qualquer idade?Sim, mas é duas vezes mais freqüente em mulheres do que em homens. Crianças de ambos os sexos são igualmente afetadas e, em geral, apresentam dores de cabeça e estômago, irritabilidade e retraimento social. Já os idosos costumam ter falta de memória e de atenção e de capacidade de orientação.Quais os tratamentos?Recomenda-se a associação de psicoterapia e remédios antidepressivos. Por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), sem custos, a vítima pode fazer uma avaliação e dar início ao tratamento com psiquiatras, terapeutas ocupacionais e outros especialistas.Os remédios indicados pelos médicos são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em qualquer posto de saúde.Há cinco anos luto contra depressão. Quais as chances de me livrar dos remédios?Os antidepressivos melhoram cerca de 70% dos casos. Não faça guerra contra o seu tratamento – e isso inclui os remédios! Eles devem ser seus aliados, graças aos quais você terá mais qualidade de vida e voltará a sorrir.Mamãe tem 70 anos, é depressiva e não dorme nem com remédio. O que faço?Nessa idade, a depressão é devastadora, pois pode associar-se a outras doenças e questões existenciais que dificultam o tratamento. Peça ao médico a reavaliação do remédio e terapia.Depressão pode matar?Sim. Cerca de 15% dos pacientes tentam (ou pensam em) se matar. Quem sofre de câncer, coração, diabetes e Aids apresenta taxas elevadas de suicídio quando se deprime.Da Redação
Fonte: Abril.com

sábado, 1 de novembro de 2008

Horário de verão aumenta risco de infarto

Hora de sono perdida ao se adiantar o relógio traz riscos ao coração. Adiantar os relógios em uma hora por causa horário de verão aumenta o risco de infartos, alerta um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Karolinska da Suécia. Segundo o estudo, publicado no New England Journal of Medicine, os casos de infarto do miocárdio aumentam cerca de 5% na semana seguinte ao ajuste dos relógios - principalmente nos três primeiros dias. "A hora de sono perdida e os conseqüentes distúrbios de sono que isto provoca são as explicações mais prováveis", disse Imre Janszky, um dos pesquisadores envolvidos no estudo. Em entrevista à agência de notícias sueca TT, outro cientista ligado ao estudo chegou a sugerir o fim dos ajustes anuais dos relógios. "Talvez seja melhor adotar o horário de verão durante todo o ano, em vez de ajustar os relógios duas vezes por ano. Este é um debate que está ocorrendo atualmente", disse o Dr. Rickard Ljung. Com base no registro de infartos na Suécia desde 1987, os cientistas do Instituto Karolinska chegaram às conclusões do estudo após examinar as variações na incidência de ataques cardíacos durante os períodos de ajuste dos relógios, no início e no fim do horário de verão. Sono a mais Os cientistas também observaram que o reajuste dos relógios no fim do horário de verão (que na Suécia ocorre sempre no último domingo do mês de outubro), que é sempre seguido por um dia de uma hora extra de sono, representa uma leve redução do risco de infartos na segunda-feira seguinte. A redução no índice de ataques cardíacos durante toda a semana que se inicia, no entanto, é significativamente menor do que o aumento registrado no início do horário de verão. Estudos anteriores demonstram que a ocorrência de infartos é mais comum às segundas-feiras. Segundo os cientistas do Instituto Karolinska, o ajuste dos relógios no horário de verão oferece outra explicação para este fato. "Sempre se pensou que a causa da maior incidência de infartos às segundas-feiras fosse principalmente o estresse relacionado ao início de uma nova semana de trabalho. Mas, talvez outro fator seja a alteração dos padrões de sono ocorrida durante o fim de semana", observou o Dr. Janszky. Os cientistas explicam que os distúrbios do sono produzem efeitos negativos no organismo humano e alertam que níveis elevados de estresse podem desencadear um ataque cardíaco nas pessoas que se situam em grupos de risco. "Pessoas mais propensas a sofrer um infarto devem viver de maneira saudável, e isto inclui ciclos regulares de sono durante toda a semana", diz Rickard Ljung. "Como um cuidado extra, podem talvez também relaxar mais nas manhãs de segunda-feira", acrescentou ele. Os cientistas suecos esperam que o estudo possa aumentar a compreensão sobre os impactos que as alterações dos ritmos diários do organismo podem ter sobre a saúde humana. "Cerca de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo são expostas todos os anos aos ajustes dos relógios, mas é difícil generalizar a ocorrência de infartos do miocárdio que isto pode provocar", observou Ljung.
Fonte: G1