segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Rocha Faria rejeita outra grávida

Jovem em trabalho de parto foi orientada a procurar outro hospital em Meriti, apesar de a maternidade ter leitos vagos
Rio - Vinte dias depois de ter sido inaugurada pelo governador Sérgio Cabral, a maternidade do Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, continua falhando no atendimento às gestantes. Ontem, Michele de Lima, 23 anos, já em trabalho de parto, foi aconselhada pela equipe da unidade a procurar outro local quando tentava se internar. Pelo menos outras cinco grávidas não foram atendidas corretamente no Rocha Faria desde que a maternidade começou a funcionar.Segundo a sogra de Michele, Osvaldina Motta Gervásio, uma enfermeira chegou a afirmar que a internação poderia até ocorrer, mas que a gestante teria que ficar em pé, pois não haveria leito disponível. “Fomos mal atendidos. A médica que recebeu a Michele foi muito mal-educada”, disse Osvaldina.
Michele seguiu no carro de amigos para o Hospital Associação de Caridade de São João de Meriti. No trajeto, o veículo quebrou e ela teve que contar com ajuda de desconhecidos para chegar a tempo ao hospital. Lá, a pequena Larrisa, de 3 kg, nasceu de cesariana. O bebê e a mãe passam bem. Michele deverá sair do hospital no dia 30 e pretende passar a virada do ano abraçada com a filha.
O pai, Carlos Alexandre de Lima, quer processar o hospital. “Minha mulher ficou nervosa e teve hemorragia. Achei descaso o hospital não atendê-la. É preciso ter mais responsabilidade”, critica.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que a unidade tem nove leitos e que sete estavam ocupados. Também foi informado que o diretor do Rocha Faria, Carlos Eduardo Coelho, vai apurar o caso e que haverá punições se ficar comprovado que as orientações do hospital — atendimento humano, acolhimento na sala de pré-parto e transferência em ambulância do Samu em caso de lotação — não tiverem sido cumpridas.
DIRETOR EXONERADO E FALTA DE ANESTESISTAS
Os problemas da recém-inaugurada maternidade do Hospital Estadual Rocha Faria já custaram o cargo do ex-diretor da unidade Maurício da Fonseca, exonerado no dia 12. Dia 10, Bruna Pereira Rondon, 20 anos, só foi atendida depois que um PM interveio, quando sua bolsa d’água já havia estourado. Na véspera, a garçonete Patrícia Nascimento Araújo, 24 anos, passou pelo mesmo problema.
No mesmo dia da saída de Maurício, pelo menos três grávidas que queriam dar à luz na unidade tiveram que ir embora, devido à falta de anestesistas. Duas tiveram os filhos horas depois, no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Entenda a ressaca e outros sobressaltos de fim de ano

É tempo de ressaca. E não estamos falando de previsões meteorológicas que parecem estar fora do habitual e sim do que comumente acontece nesses tempos de festas e exageros. Com certeza muitas confraternizações e festas estão programadas para os próximos dias com ampla oferta de álcool.
A ressaca é como o leigo costuma se referir aos efeitos indesejados do excesso de álcool sobre o nosso corpo, principalmente sobre o aparelho digestivo e o cérebro.
De uma vez por todas, vamos deixar de culpar o fígado, que quase sempre leva a culpa pelos sintomas, quando na verdade quem foi mais afetado pelo álcool e pelos excessos alimentares foi o estômago.
O álcool é um potente irritante da mucosa gástrica e pode causar de forma variável dor e náuseas após sua ingestão exagerada.
Após entendermos que o fígado não é o culpado, vamos desmascarar outro mito, o de que existem medicamentos capazes de proteger o fígado dos excessos e evitar os sintomas da ressaca.
Os ditos hepatoprotetores são na maioria das vezes uma associação de analgésicos e digestivos, e até mesmo de estimulantes, que podem diminuir os sintomas, porém muitas vezes agravar a irritação do estômago.
O segredo, se é que existe algum segredo para evitar a ressaca, primeiro é não exagerar na bebida: a sensibilidade ao álcool é individual, variando para cada um de nós. Tomar uma boa quantidade de água, enquanto estiver bebendo, pode ajudar. A alimentação deve ser baseada em alimentos leves e de fácil digestão.
Vamos então a algumas dicas para enfrentar esses dias repletos de eventos culminando com a noite de Natal.
Como encarar as mesas de Natal com tantas coisas gostosas sem perder a linha?
Primeiro, não tente enganar seu corpo “pulando” refeições ou comendo muito pouco durante o dia para contrabalançar uma festa; chegar a uma festa com fome é igual a comer demais.
Não precisamos comer de tudo que estiver oferecido e muito menos comer muito de tudo. Coloque pequenas porções em seu prato e principalmente se afaste da mesa para diminuir a tentação.
Como estamos no verão e as temperaturas andam altas, cuidado com alimentos preparados com antecedência e que não tenham sido armazenados de forma adequada.
Não mude sua rotina, principalmente mantenha as atividades físicas regulares, pois as calorias a mais podem ser queimadas evitando o ganho de peso comum nessa época do ano.
Fonte: G1

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Uso excessivo de analgésicos pode levar a ainda mais dores de cabeça, alertam especialistas

As dores de cabeça causadas por uso excessivo de medicamentos para dor (analgésicos) são um problema global cada vez mais comum, que merece mais pesquisas e atenção de médicos e pacientes, segundo estudo publicado na edição de novembro da revista especializada Cephalalgia. Os pesquisadores analisaram diversos estudos que exploram a incidência das dores de cabeça por abuso de analgésicos em oito países diferentes. E destacaram que esse tipo de cefaléia atinge cerca de 1% da população adulta e 0,5% das crianças mundialmente. “As cefaléias causadas por abuso de medicamentos é associado com incapacidade grave, necessidades de tratamento não satisfeitas e poucos dados clínicos para sustentar as estratégias atuais de controle”, escreveu o neurologista David W. Dodick, especialista da Mayo Clinic e líder do estudo. O especialista explica que essas cefaléias são induzidas por uso indevido de medicamentos, e ocorrem diariamente ou quase diariamente, desenvolvendo-se ao longo do tempo. É criada a tolerância ao medicamento e, então, “quando o paciente tenta descontinuar a medicação, podem ocorrer difíceis sintomas de abstinência”. E o uso excessivo de alguns medicamentos pode levar dores diárias similares à enxaqueca ou ao aumento da freqüência das enxaquecas. Há a idéia de que o problema ocorra quando pacientes com dor severa exageram na busca por um alívio, usando remédios em excesso para dar conta das atividades diárias. A condição pode começar com uma dor de cabeça severa ao acordar e ser acompanhada de náusea, ansiedade, esquecimento e irritabilidade. Os autores acreditam que, se não tratadas, essas dores podem representar um problema maior do que a enxaqueca. De acordo com os especialistas, alguns médicos preferem prescrever o uso de remédios para enxaqueca, enquanto tentam descontinuar o uso diário de analgésicos pelo paciente. E destacam que “os médicos precisam estar vigilantes sobre qual medicação prescreve para enxaqueca e outros tipos de cefaléia, e quais os medicamentos sem prescrição os pacientes estão tomando”. Isso porque, para eles, a principal estratégia de prevenção seria a comunicação médico-paciente, além do cuidado com sintomas de abstinência. Os mecanismos da doença ainda não estão claros assim como quais pessoas são mais propensas a desenvolver a condição, por isso mais estudos seriam necessários para um melhor entendimento da doença e para o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção e tratamento.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Cérebro ajusta-se para compensar perda de visão

Degeneração macular
Um estudo feito na Universidade de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, mostrou que, quando pacientes com degeneração macular passam a focalizar imagens em outra parte da retina, para tentar compensar a perda da visão central, seus cérebros aparentemente lidam com a mudança por meio da reorganização de conexões neurais.A degeneração macular relacionada à idade é uma doença da mácula, região no centro da retina na qual a acuidade visual é máxima. Grave e irreversível, é a principal causa de cegueira em idosos. As conclusões do novo estudo serão publicados na edição de dezembro da revista Restorative Neurology and Neuroscience.
Reorganização do cérebro pelo comportamento
"Nossos resultados indicam que o comportamento do paciente é crítico para fazer com que o cérebro se reorganize em resposta à doença. Não é suficiente perder estímulos em uma região cerebral para que essa região se reorganize: a mudança no comportamento do paciente também é muito importante", disse Eric Schumacher, professor da Escola de Psicologia da Universidade Técnica da Geórgia, um dos autores do estudo.Segundo o pesquisador, as mudanças comportamentais ocorrem quando os pacientes passam a compensar a perda da visão central pela focalização em outras partes do campo visual.
Focalizando outros alvos
Trabalhos anteriores apontaram resultados conflitantes. Alguns sugeriram que o córtex visual primário, a primeira parte do córtex a receber informação visual dos olhos, é capaz de se reorganizar. Outros apontaram que tal reorganização não ocorre.No novo estudo, os autores procuraram analisar como o uso de outras áreas além do campo visual central, conhecidas como localizações preferenciais da retina, estaria relacionado à reorganização do córtex visual.A 13 voluntários foi apresentada uma série de testes, idealizada de modo a estimular visualmente as regiões periféricas. Por meio da medição da atividade cerebral com ressonância magnética, os cientistas verificaram que houve um aumento na atividade nas mesmas áreas do córtex visual que são normalmente ativadas quando pessoas saudáveis focalizam objetos com seu campo visual central.As partes do córtex visual que processavam informações do campo central em pacientes com visão normal foram reprogramadas de modo a processar informações de outras partes do olho. Mais precisamente, partes que portadores de degeneração macular usam no lugar das áreas visuais centrais.Na próxima fase do estudo, os pesquisadores tentarão identificar qual é o tempo necessário para a reorganização cerebral e se ela pode ser induzida por meio de treinamento.Agência Fapesp
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Chefes ruins causam problemas cardiovasculares em empregados

Um chefe ruim faz mal ao coração. E não pense no sentido figurado. Uma equipe de cientistas suecos assegura que ter um patrão arrogante, ansioso, irritante, exasperado - entre outros defeitos -, aumenta a possibilidade do empregado sofrer um problema cardiovascular.
A conclusão se baseou em um estudo realizado em mais de três mil empregados homens da zona metropolitana de Estocolmo. Durante uma década, os cientistas estudaram a experiência profissional de cada participante, analisando como se sentiam em seus ambientes de trabalho, entre outras variáveis.
Por meio de um questionário, os indivíduos deviam definir as atitudes dos chefes – se tinham boa comunicação com a equipe, deixavam claro os objetivos, sabiam se adaptar a situações adversas, etc.
Em paralelo, os pesquisadores controlaram se os participantes sofriam algum problema de saúde, prestando especial atenção na existência de cardiopatia isquêmica, um transtorno produzido quando o fluxo sanguíneo que chega ao coração não suficiente (quando esta interrupção é duradoura acontece um infarto).
Ao analisar os dados, os pesquisadores comprovaram que havia mais casos de problemas cardiovasculares entre aqueles que manifestaram sofrer com chefe ruim. “A associação fica mais clara quando se leva em consideração o tempo de trabalho em um mesmo lugar, o que sugere um efeito acumulativo”, explicaram os autores do trabalho publicado no jornal acadêmico Occupational and Environmental Medicine.
Apesar dos cientistas não conseguirem deixar claro as possíveis causas desta relação, eles sugerem que a chave de todos os problemas pode estar no estresse sofrido por empregados submetidos a gestores pouco adequados ao cargo, um fator que em outras ocasiões foi constatado altamente capaz na elevação de riscos ao coração.
Fonte: COREN

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Perfurocortantes com dispositivo de segurança serão obrigatórios em dois anos

O Ministério do Trabalho e Emprego publicou, no último dia 19 de novembro, o cronograma para implementação de perfurocortantes com dispositivo de segurança, previsto no item 32.2.4.16 da Norma Regulamentadora 32 (NR-32).
A Portaria GM nº 939, de 18 de novembro de 2008, institui, a partir da data da publicação, prazo de seis meses para divulgação e treinamento, e mais dezoito meses, após este prazo, para implementação e adaptação de mercado. Os empregadores têm, portanto, vinte e quatro meses, a contar a partir de19 de novembro de 2008, para substituir seus materiais perfurocortantes.
A mesma portaria aprova e acrescenta dois subitens à NR-32, que passam a vigorar de acordo com os prazos do cronograma. São eles:
“32.2.4.16.1 – As empresas que produzem ou comercializam materiais perfurocortantes devem disponibilizar, para os trabalhadores dos serviços de saúde, capacitação sobre a correta utilização do dispositivo de segurança;32.2.4.16.2 – O empregador deve assegurar, aos trabalhadores dos serviços de saúde, a capacitação prevista no subitem 32.2.4.16.1.”
A NR-32, publicada em 16 de novembro de 2005, através da Portaria GM nº 485, de 11 de novembro de 2005, foi pensada e elaborada para proteger a integridade física dos profissionais que trabalham em serviços de saúde.
Fonte: COREN

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Hospital de Campanha atenderá demanda encaminhada por hospitais ou postos

Florianópolis - A secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, que acompanhou nesta segunda-feira a abertura do Hospital de Campanha da Força Aérea Brasileira, instalado no trevo Itajaí-Ilhota, no entrocamento da BR-101 com a Rodovia Jorge Lacerda, faz um apelo às populações atingidas pela enchente: que continuem procurando as unidades de saúde de suas cidades, como de costume. “São os postos de Saúde, os hospitais e as equipes de resgate que vão encaminhar os pacientes ao Hospital de Campanha, já que o atendimento ali é referendado, ou seja, prioriza quem já se submeteu à triagem realizada por um profissional de Saúde”, destaca. “Também não estamos oferecendo vacinação em massa, pois não existe imunização contra a leptospirose”, explica a secretária Carmen.
A opção de atendimento à demanda referenciada por um profissional de Saúde se deve à estatística de que, em média, 60% dos pacientes que procuram as Emergências dos hospitais não se enquadram neste perfil, mas no de condutas clínicas. “Se a triagem nos hospitais encaminhar os casos menos graves para o Hospital de Campanha, vamos otimizar a estrutura das Emergências, agilizando os atendimentos”, avalia a secretária, que fez questão de instituir equipes volantes atuando junto aos abrigos com vítimas da enchete, para investigar, em especial, casos suspeitos de doenças infecto-contagiosas, como a hepatites A, a leptospirose e a febre tifóide.
Esta é a primeira vez que um Hospital de Campanha é instalado em Santa Catarina, e além de toda a estrutura armada em terra, a Força Aérea Brasileira enviou a Navegantes equipes com helicópteros e aeronaves que estão auxiliando no transporte de pacientes. Cerca de 100 militares, dos quais 37 são médicos especialistas, estão trabalhando no Hospital de Campanha, que tem capacidade para atender até 400 pacientes por dia, e que permanece no Estado enquanto houver demanda para este serviço.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Amostra de sangue de grávidas revela doenças genéticas do filho

Pesquisadores conseguiram analisar DNA da criança presente no sangue da mãe.Amostras de sangue de mulheres grávidas podem revelar se a criança que ela gera é portadora de doenças genéticas, segundo uma pesquisa da Universidade Chinesa de Hong Kong.Os pesquisadores afirmaram que a técnica pode identificar fibrose cística, talassemia beta e anemia falciforme. Os únicos exames disponíveis para estas doenças acarretam um alto risco de aborto."Isto resolve o problema que tem confundido pesquisadores nos últimos dez anos, no campo de diagnóstico pré-natal não invasivo", afirmou Dennis Lo, o professor que liderou a pesquisa na universidade em Hong Kong.O novo exame analisa o DNA fetal no sangue da mãe, comparando com o próprio sangue da mulher. CópiasAs pessoas têm duas cópias de cada gene, uma herdada do pai e outra da mãe. Quando elas concebem uma criança, passam para frente uma destas cópias.Muitos casais que querem ter um filho não se lembram ou não sabem que problemas genéticos "recessivos" podem ser uma ameaça que permanece escondida.No caso da fibrose cística, por exemplo, apenas as pessoas que têm duas cópias do gene para a doença vão desenvolver o problema. Mas, se os dois pais carregam um único gene com a doença, existe uma chance de 25% do filho que conceberem herdar de ambos e desenvolver a doença.Pais que suspeitam ou já sabem que têm uma ou duas cópias do gene com a doença podem usar técnicas de fertilização in vitro (IVF, na sigla em inglês) e testar a carga genética de cada um dos pais antes da implantação do embrião no útero, para checar se a criança desenvolveria a doença. PlasmaA descoberta da existência do DNA do feto no plasma (a parte restante do sangue, depois da remoção das células) da mãe, abriu novas possibilidades para o exame.Entre 10% e 15% do DNA no plasma vêm do bebê e o resto pertence à mãe.Cientistas podem então procurar por seqüências de DNA defeituosas que foram passadas a partir do pai.Mas é muito mais difícil detectar seqüências defeituosas passadas pela mãe, pois elas são idênticas ao "quadro de fundo" - as seqüências defeituosas no DNA da própria mãe.A equipe da Universidade Chinesa de Hong Kong pode ter conseguido superar esta dificuldade.Em uma mulher saudável, que não está grávida, mas que é portadora do gene da doença representada pela presença de um gene normal e um gene defeituoso, exatamente metade das seqüências de DNA serão defeituosas e a outra metade não será defeituosa, refletindo a carga genética da mulher.Se ela estiver grávida e se a criança também tiver herdado a mesma carga genética, estas proporções continuarão sendo as mesmas.Mas, se a criança tem duas cópias e está destinada a desenvolver a doença, os números de genes defeituosos na mistura serão levemente mais altos.Segundo os cientistas de Hong Kong, ao usar tecnologia digital para contar estes genes é possível fazer uma avaliação mais precisa.A pesquisa foi publicada na revista americana "Proceedings of the National Academy of Sciences".Da BBC
Fonte: G1

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Menosprezada, doença renal causa grandes estragos

Em fevereiro de 2005, Rita Miller, organizadora de eventos em Chesapeake, Virgínia, se sentia exausta devido ao que ela julgava ser uma gripe. Ela ficou chocada em saber que a persistente pressão alta causou um estrago tão grande no rim que o corpo dela não conseguia mais filtrar toxinas do sangue.
"O médico chegou perto da minha cama e disse: Você têm insuficiência renal – seus rins são como ervilhas secas", lembrou Miller, agora com 65 anos, que não ia ao médico nem media a pressão havia anos.
"O médico disse: Traga sua família aqui agora mesmo", contou ela. "Eles me diziam que eu poderia não sobreviver. Fiquei em estado de choque. Comecei a diálise no dia seguinte".
Miller, que desde então se mudou para Connecticut para ficar com os filhos, era um dos milhões de americanos que ignoram o fato de sofrerem de doença renal crônica, que é causada na maioria dos casos por uma hipertensão incontrolada (como no caso dela) ou diabetes, e geralmente é assintomática até atingir estágios mais avançados.
O número de pessoas com a doença – geralmente abreviada como CKD (do inglês, chronic kidney disease) – tem aumentado em um ritmo significativo, em grande parte devido à crescente obesidade e ao envelhecimento da população.
Fonte: COREN -

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Paciente com aids é curado com transplante de medula óssea

A clínica universitária da Charité de Berlim conseguiu curar de aids um paciente que sofria de leucemia ao qual, intencionalmente, transplantaram a medula de um doador imune ao vírus HIV, em um processo cujos detalhes foram descritos nesta quarta-feira (12) pelo inventor do inovador tratamento, o hematólogo Gero Hütter.A equipe sob cujos cuidados estava o paciente, um americano de 42 anos, pré-selecionou cerca de 80 possíveis doadores de medula em busca de um que fosse imune ao vírus, algo que ocorre com entre 1% e 3% dos europeus.Após fazer mais de 60 exames, a equipe médica encontrou o candidato ideal, que apresentava uma mutação genética natural, conhecida como delta 32 CCR5 e que, se for herdado dos dois pais, imuniza contra a maioria das variantes do vírus.O transplante de medula desse doador conseguiu que o paciente vencesse a leucemia e esteja há quase dois anos sem anticorpos do HIV nem no sangue nem nos órgãos vitais, algo inédito no campo da medicina até agora."Escolhemos esse doador com a esperança de que com o transplante de suas células medulares poderíamos, ao mesmo tempo, eliminar a infecção de HIV", assinalou Hütter.O diretor de medicina clínica de Hematologia e Oncologia do hospital, Eckhard Thiel, assegurou hoje em entrevista coletiva que esse procedimento é um "êxito para a ciência" e um "acontecimento médico", mas afirmou que fica "um longo caminho" para saber se desse tratamento é possível obter uma cura para a aids.Hütter, de 39 anos, contou que conhecia a existência da mutação genética natural, que foi descoberta há mais de dez anos, e decidiu aplicar esses conhecimentos a este paciente concretamente.O homem, que mora em Berlim, foi diagnosticado com HIV há mais de dez anos e estava há três fazendo tratamento contra a leucemia quando os médicos da Charité decidiram submetê-lo ao transplante de medula.
No entanto, o médico quis "minimizar as falsas esperanças" geradas pelo sucesso da operação, que já foi retratada nas revistas especializadas, já que foi obtida em um caso "muito concreto" e durante o tratamento de outra doença grave.
Fonte: Ambiente Brasil

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Todos os remédios vendidos no país terão rastreador a partir de 2009

Os medicamentos vendidos no Brasil sairão de fábrica com um rastreador que permitirá acompanhar toda sua circulação até o consumidor. A medida faz parte de um plano estratégico, acertado ontem entre a indústria farmacêutica e o governo federal, para combater a pirataria de remédios. Estará totalmente implementada em 2010, mas já no próximo ano rastreadores-pilotos começam a funcionar experimentalmente.
A medida faz parte de um plano estratégico, acertado ontem entre a indústria farmacêutica e o governo federal, para combater a pirataria de remédios. Estará totalmente implementada em 2010, mas já no próximo ano rastreadores-pilotos começam a funcionar experimentalmente.
A idéia é desmontar quadrilhas que atuam no setor em megaoperações conjuntas da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) com as Polícias Federal e Rodoviária.
A pirataria causa danos a pacientes, sobretudo mulheres e idosos, e só no ano passado deu um prejuízo de mais de R$ 30 bilhões ao País em sonegação e fraudes. Este ano, a Polícia Rodoviária apreendeu 444,8 mil medicamentos falsos, quase 40% mais do que as 322 mil unidades apreendidas em 2007.
O Brasil é o oitavo mercado de remédios piratas, consumindo entre 5% e 10% da produção mundial, segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa do Ministério da Justiça é que 30% dos medicamentos comercializados no País tenham origem na informalidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: COREN - SP

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Uma em cada quatro crianças nascidas no Brasil é filha de adolescentes

Acesso a anticoncepcionais e ao sistema de saúde, além de esclarecimentos por parte dos educadores, podem ajudar a reduzir os índices
Cerca de 25% das crianças que nascem no Brasil são filhas de menores de 20 anos, mas nem sempre a gravidez nessa faixa etária é considerada algo tão ruim. A afirmação é da ginecologista da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Luiza Cromack.
Segundo Luiza, ao analisar índices de gravidez na adolescência é preciso ter cuidado e entender em que contexto essa gestação ocorre. Ela explicou que a maioria das adolescentes que engravida tem alguma motivação para isso e nem sempre o fato decorre simplesmente de falta de orientação.
"Nós geralmente olhamos com olhar de adulto para essa gravidez e elas têm o olhar delas sobre isso. Muitas vezes são filhas de mães que tiveram filhos na adolescência e na família delas isso é um modelo que elas vão seguir inconscientemente".
Luiza ressaltou que a gravidez na adolescência muitas vezes ocorre porque as meninas têm o desejo de estar com o parceiro, o que não é permitido pelos pais e a partir da gravidez esse relacionamento se legitima e passa a ser aceito.
Segundo ela, em outras situações a gravidez é uma forma dos próprios pais se livrarem da filha passando essa responsabilidade para outro homem.
Fonte: COFEN

sábado, 8 de novembro de 2008

Psiquiatras indicam saídas para superar a depressão

Doença psicológica gera muitas dúvidas entre a populaçãoMuito se fala sobre a depressão, mas nem todo mundo sabe exatamente o que é essa doença.Há confusão entre tristeza e não raro são prescritos medicamentos para quem não precisaria tomar.O site da VIVA MAIS preparou um dossiê, baseado em perguntas das leitoras sobre o assunto, com os psiquiatras Leonardo Gama Filho e Rita Jardim. Veja algumas das informaçõesO que provoca a doença?Há muitas causas. Luto, alterações de sono e apetite, transtorno de humor, esquizofrenia, ansiedade, doenças como mal de Parkinson, uso de drogas lícitas e ilícitas, demências e efeito colateral de remédios são algumas delas.Quais os principais sintomas?Desânimo até para atividades prazerosas, desinteresse geral, cansaço físico e mental, pessimismo, culpa, diminuição do desejo sexual, alterações de sono e apetite. Se tais sintomas durarem mais de duas semanas, busque ajuda.Não ter ânimo é um aviso?Apatia (perda de motivação) é sério sinal da depressão. Mas também pode vir de doenças doloridas física e psiquicamente (como câncer e Aids).Eu me isolo, choro à toa, fico agressiva e penso em morrer. É estresse ou depressão?O estresse pode levar a um quadro de ansiedade patológica, que ajuda a desencadear depressão. Seu caso remete a um transtorno depressivo, mas só o especialista pode diagnosticar e tratar.Pode ser fuga da realidade?Ficar deprimida não é mera tristeza, “fossa”, ou fuga da realidade. É uma doença grave, que afeta muito a forma como a pessoa se sente em relação a si mesma e exige cuidados.Ocorre em qualquer idade?Sim, mas é duas vezes mais freqüente em mulheres do que em homens. Crianças de ambos os sexos são igualmente afetadas e, em geral, apresentam dores de cabeça e estômago, irritabilidade e retraimento social. Já os idosos costumam ter falta de memória e de atenção e de capacidade de orientação.Quais os tratamentos?Recomenda-se a associação de psicoterapia e remédios antidepressivos. Por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), sem custos, a vítima pode fazer uma avaliação e dar início ao tratamento com psiquiatras, terapeutas ocupacionais e outros especialistas.Os remédios indicados pelos médicos são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em qualquer posto de saúde.Há cinco anos luto contra depressão. Quais as chances de me livrar dos remédios?Os antidepressivos melhoram cerca de 70% dos casos. Não faça guerra contra o seu tratamento – e isso inclui os remédios! Eles devem ser seus aliados, graças aos quais você terá mais qualidade de vida e voltará a sorrir.Mamãe tem 70 anos, é depressiva e não dorme nem com remédio. O que faço?Nessa idade, a depressão é devastadora, pois pode associar-se a outras doenças e questões existenciais que dificultam o tratamento. Peça ao médico a reavaliação do remédio e terapia.Depressão pode matar?Sim. Cerca de 15% dos pacientes tentam (ou pensam em) se matar. Quem sofre de câncer, coração, diabetes e Aids apresenta taxas elevadas de suicídio quando se deprime.Da Redação
Fonte: Abril.com

sábado, 1 de novembro de 2008

Horário de verão aumenta risco de infarto

Hora de sono perdida ao se adiantar o relógio traz riscos ao coração. Adiantar os relógios em uma hora por causa horário de verão aumenta o risco de infartos, alerta um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Karolinska da Suécia. Segundo o estudo, publicado no New England Journal of Medicine, os casos de infarto do miocárdio aumentam cerca de 5% na semana seguinte ao ajuste dos relógios - principalmente nos três primeiros dias. "A hora de sono perdida e os conseqüentes distúrbios de sono que isto provoca são as explicações mais prováveis", disse Imre Janszky, um dos pesquisadores envolvidos no estudo. Em entrevista à agência de notícias sueca TT, outro cientista ligado ao estudo chegou a sugerir o fim dos ajustes anuais dos relógios. "Talvez seja melhor adotar o horário de verão durante todo o ano, em vez de ajustar os relógios duas vezes por ano. Este é um debate que está ocorrendo atualmente", disse o Dr. Rickard Ljung. Com base no registro de infartos na Suécia desde 1987, os cientistas do Instituto Karolinska chegaram às conclusões do estudo após examinar as variações na incidência de ataques cardíacos durante os períodos de ajuste dos relógios, no início e no fim do horário de verão. Sono a mais Os cientistas também observaram que o reajuste dos relógios no fim do horário de verão (que na Suécia ocorre sempre no último domingo do mês de outubro), que é sempre seguido por um dia de uma hora extra de sono, representa uma leve redução do risco de infartos na segunda-feira seguinte. A redução no índice de ataques cardíacos durante toda a semana que se inicia, no entanto, é significativamente menor do que o aumento registrado no início do horário de verão. Estudos anteriores demonstram que a ocorrência de infartos é mais comum às segundas-feiras. Segundo os cientistas do Instituto Karolinska, o ajuste dos relógios no horário de verão oferece outra explicação para este fato. "Sempre se pensou que a causa da maior incidência de infartos às segundas-feiras fosse principalmente o estresse relacionado ao início de uma nova semana de trabalho. Mas, talvez outro fator seja a alteração dos padrões de sono ocorrida durante o fim de semana", observou o Dr. Janszky. Os cientistas explicam que os distúrbios do sono produzem efeitos negativos no organismo humano e alertam que níveis elevados de estresse podem desencadear um ataque cardíaco nas pessoas que se situam em grupos de risco. "Pessoas mais propensas a sofrer um infarto devem viver de maneira saudável, e isto inclui ciclos regulares de sono durante toda a semana", diz Rickard Ljung. "Como um cuidado extra, podem talvez também relaxar mais nas manhãs de segunda-feira", acrescentou ele. Os cientistas suecos esperam que o estudo possa aumentar a compreensão sobre os impactos que as alterações dos ritmos diários do organismo podem ter sobre a saúde humana. "Cerca de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo são expostas todos os anos aos ajustes dos relógios, mas é difícil generalizar a ocorrência de infartos do miocárdio que isto pode provocar", observou Ljung.
Fonte: G1

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Falta de consciência coletiva prejudica vacinações

Falta de consciência coletiva prejudica vacinações
De acordo com a enfermeira e coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Ivana Freschi de Souza, mulheres na faixa etária entre 30 e 39 anos têm maior recusa em tomar a vacina contra a rubéola. Elas consideram que, como já tiveram filhos e são saudáveis, não precisam da vacina. Já os homens, diz Ivana, afirmam ter medo da agulha ou da reação da dose. "É preciso ter consciência coletiva, não se preocupar apenas consigo mesmo, e sim com o todo", diz Ivana. A enfermeira acredita que o governo deveria intensificar a campanha contra a rubéola mostrando à população quais os perigos da doença para a criança, no caso da mulher contraí-la durante a gestação.
Outro problema citado por Ivana que prejudica as campanhas de vacinação são as "lendas urbanas" que circulam entre a população. No caso da vacina contra rubéola, houve comentários de que a dose seria para uma esterilização em massa. Quando há campanha de vacinação contra a gripe em idosos, o comentário é de que o governo quer eliminar a população idosa por conta das despesas com a Previdência.
"Nós temos sempre que lutar contra as crenças populares. Muitas coisas que não são verdadeiras são ditas e o trabalho fica prejudicado", afirma.
Ivana destaca que atingir a meta de vacinar 95% da população entre 20 e 39 anos de idade contra a rubéola é um compromisso político. Caso um município não certifique que atingiu a meta, a Opas (Organização Pan-americana de Saúde) também não certifica o país. Segundo a enfermeira, falta apenas o Brasil para atingir a meta e para eliminar a doença das Américas. A vacina antitetânica é outra que não pode ser esquecida, pois é aplicada na infância, deve ser reforçada aos 15 anos de idade e depois a cada dez anos. A vacina contra a hepatite B é aplicada até antes dos 20 anos. Ivana explica que há vacinas que não estão no calendário de rotina, porém, para casos específicos que constam no protocolo do governo, são aplicadas quando solicitadas.
A infectologista Suzi Berbert observa que muitas vezes as pessoas procuram clínicas particulares apenas por indicação médica. E que diversas vacinas ainda não estão no calendário por questão econômica. "A vacina previne a doença e as pessoas, às vezes, não visualizam o benefício. A população não tem o hábito da prevenção", analisa Suzi. Vacinas contra meningite C, hepatite A, varicela, febre tifóide, pneumonia, Influenza e HPV, entre outras, não constam do calendário de rotina. Os preços, observa a infectologista, variam entre R$ 30 e 400,00. No caso da vacina contra o HPV (vírus causador do câncer de colo de útero), o preço pode variar entre R$ 300 e R$ 400,00 cada dose, afirma Suzi. Devem ser aplicadas três doses.
Fonte: COFEN

terça-feira, 28 de outubro de 2008

SP vai usar células-tronco da barriga em cirurgias cardíacas

O Estado de São Paulo vai usar, pela primeira vez no Brasil, células-tronco extraídas da gordura da barriga em cirurgias cardíacas. O objetivo é testar o procedimento para recuperar músculos de corações lesionados em razão de infartos.
Desenvolvido pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em parceria com o Instituto Ludwig, o trabalho tem como expectativa retirar da gordura uma quantidade maior de células, o que pode aumentar as chances de sucesso do tratamento. Atualmente são desenvolvidas experiências semelhantes no país apenas com células tronco de medula óssea.
Cerca de 200 pacientes entre 40 e 75 anos serão envolvidos no estudo. São pessoas que precisam passar por uma ponte de safena em razão de lesões coronarianas e do enfraquecimento do músculo cardíaco. Metade dos pacientes fará a cirurgia convencional e a outra metade receberá a injeção da célula tronco no coração.
“Nossa expectativa é que a célula-tronco se transforme em vasos sangüíneos e em células cardíacas, auxiliando a aumentar a força do batimento na parede do coração que estava parada”, afirma o médico Marcelo Sampaio, responsável pelo Laboratório de Biologia Molecular do Dante.
As cirurgias experimentais deverão começar já em novembro. Segundo o cardiologista, a retirada de células-tronco da barriga é um processo simples, que pode ser feito juntamente com a cirurgia.
Fonte: COREN-SP

Desenvolvimento da Educação em Enfermagem no Brasil

Ao final do século XIX, apesar de o Brasil ainda ser um imenso território com um contigente populacional pouco elevado e disperso, um processo de urbanização lento e progressivo já se fazia sentir nas cidades que possuíam áreas de mercado mais intensas, como São Paulo e Rio de Janeiro. As doença infecto-contagiosas, trazidas pelos europeus e pelos escravos africanos, começam a propagar-se rápida e progressivamente. A questão saúde passa a constituir um problema econômico-social. Para deter esta escalada que ameaçava a expansão comercial brasileira, o governo, sob pressões externas, assume a assistência à saúde através da criação de serviços públicos, da vigilância e do controle mais eficaz sobre os portos, inclusive estabelecendo quarentena Revitaliza, através da reforma Oswaldo Cruz introduzida em 1904, a Diretoria-Geral de Saúde Pública, incorporando novos elementos à estrutura sanitária, como o Serviço de Profilaxia da Febre Amarela, a Inspetoria de Isolamento e Desinfecção e o Instituto Soroterápico Federal, que posteriormente veio se transformar no Instituto Oswaldo Cruz. Mais tarde, a Reforma Carlos Chagas (1920), numa tentativa de reorganização dos serviços de saúde, cria o Departamento Nacional de Saúde Pública, órgão que, durante anos, exerceu ação normativa e executiva das atividades de Saúde Pública no Brasil. A formação de pessoal de Enfermagem - para atender inicialmente aos hospitais civis e militares e posteriormente, às atividades de saúde pública - principiou com a criação, pelo governo, da Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras, no Rio de Janeiro, junto ao Hospital Nacional de Alienados do Ministério dos Negócios do Interior. Esta escola, que é de fato a primeira escola de Enfermagem brasileira, foi criada pelo Decreto Federal nº 791, de 27 de setembro de 1890, e denomina-se hoje Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, pertencendo à Universidade do Rio de Janeiro - UNI-RIO.
Cruz Vermelha Brasileira

A Cruz Vermelha Brasileira foi organizada e instalada no Brasil em fins de 1908, tendo como primeiro presidente Oswaldo Cruz. Destacou-se a Cruz Vermelha Brasileira por sua atuação durante a I Guerra Mundial (1914-1918). Fundaram-se filiais nos Estados. Durante a epidemia de gripe espanhola (1918), colaborou na organização de postos de socorro, hospitalizando doentes e enviando socorristas a diversas instituições hospitalares e a domicílio. Atuou também socorrendo vítimas das inundações, nos Estados de Sergipe e Bahia, e as das secas do Nordeste. Muitas das socorristas dedicaram-se ativamente à formação de voluntárias, continuando suas atividades após o término do conflito.
Saúde Pública

No desenvolvimento das organizações sanitárias no Brasil, aparecem dois grandes médicos: Oswaldo Cruz, responsável pela criação da medicina preventiva entre nós e Carlos Chagas, pela sua contribuição à enfermagem em Saúde Pública. Em 2 de janeiro de 1920, pelo Decreto 3.987, foi criado o Departamento Nacional de Saúde Pública. No setor de Profilaxia da Tuberculose, iniciou-se o serviço de visitadores. No ano seguinte, pensou-se em estender essa assistência ao setor de doenças venéreas e outras doenças transmissíveis. Por iniciativa de Carlos Chagas, então diretor do Departamento, e com a cooperação da Fundação Rockfeller, chegou ao Rio, em 1921, um grupo de enfermeiras visitadoras que iniciou um curso intensivo. Fundada a Escola Ana Néri, as primeiras alunas foram logo contratadas pelo Departamento Nacional de Saúde Pública. Teve início então um trabalho de educação sanitária nos setores de profilaxia da tuberculose e higiene infantil, estendendo-se depois, à higiene pré-natal e visitação aos portadores de doenças transmissíveis.